DESTAQUE

Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

Imagem
Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

Interdição atinge ReciprevFundo de previdência dos funcionários do município está com R$ 17,2 mi aplicados no Banco Cruzeiro do Sul

AS RELAÇÕES PROMÍSCUAS DA GESTÃO PETISTA, NA PCR, COM O CRUZEIRO DO SUL, TÊM SIDO DENUNCIADAS POR MIM, DESDE O FINAL DO ANO PASSADO, QUANDO REVELEI O SEQUESTRO DA MARGEM CONSIGNÁVEL DOS SERVIDORES PARA ENTREGAR, A JUROS DE CARTÃO DE CRÉDITO, A ESSE "TAMBORETE", MESMO ANTES DA ASSINATURA DO CONVÊNIO RESPECTIVO, AO BMG (BANCO DO MENSALÃO) E AO BONSUCESSO (PERTENCENTE A MEMBROS DA FAMÍLIA PROPRIETÁRIA DO BMG)...NADA QUE EU FALO OU DENUNCIO É SEM FUNDAMENTO...MAIS CEDO OU MAIS TARDE OS FATOS SEMPRE ME DÃO RAZÃO...CREDIBILIDADE É UMA CONQUISTA DIÁRIA...

Diario de Pernambuco
Interdição atinge ReciprevFundo de previdência dos funcionários do município está com R$ 17,2 mi aplicados no Banco Cruzeiro do Sul
Ana Luiza Machado
anamachado.pe@dabr.com.br
Publicação: 09/06/2012 03:00
Reciprev já teve as contas rejeitadas pelo TCE por conta de gestão fraudulenta (RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS)
Reciprev já teve as contas rejeitadas pelo TCE por conta de gestão fraudulenta
Após dois julgamentos realizados pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) rejeitando as contas do Regime Próprio de Previdência Social do Recife (Reciprev), por considerar “fraudulenta” a operação de compra de títulos públicos, mais um problema é evidenciado. O montante de R$ 17,2 milhões do fundo previdenciário dos servidores municipais está aplicado no Banco Cruzeiro do Sul, interditado por “insubsistência em itens do ativo”, na última segunda-feira pelo Banco Central (BC).

O presidente do Reciprev, André Nunes, confirmou a aplicação do recurso na instituição financeira, mas não fez alarde. “Há, sim, uma parcela do Reciprev aplicada no fundo do Cruzeiro do Sul, mas é muito pequena. É pouco mais de 3%”. Segundo ele, o tipo de operação realizada pela prefeitura com o banco é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidic) e apresenta riscos “baixíssimos”, pois a carteira de recebíveis é proveniente de créditos consignados, ou seja, extraída da folha de pagamento dos servidores. Ele não falou em prejuízos após a intervenção.

Questionado sobre o critério de escolha para o investimento em um banco considerado de pequeno porte e sem uma solidez elevada diante dos demais, André Nunes afirmou que o convênio é antigo, firmado em outras gestões. Mas, explicou que uma série de fatores incluindo a boa avaliação do “rating” (classificação de riscos) deve ter sido levada em conta pelo Conselho do Reciprev, na época. “Hoje há um diretor de investimentos que acompanha o mercado, traça perfis, faz um relatório que é submetido a um conselho”, disse Nunes. Ainda de acordo ele, o montante aplicado no banco já foi maior.

No relatório de auditoria do TCE sobre as contas do Reciprev, exercício 2010, o Diario encontrou o alerta que no mês de julho daquele ano a autarquia havia descumprido a resolução 3790/2009 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determina o limite de até 15% em cotas do Fidic, mas auditoria não aponta em qual banco a irregularidade do percentual foi aplicada. Outra relação da gestão municipal com o Cruzeiro do Sul é o empréstimo consignado aos servidores, uma das atuações principais do banco que possui uma agência no Recife e em mais outras sete no país.

O presidente do Reciprev comentou que já recebeu uma convocação do Banco Cruzeiro do Sul para se inteirar sobre a situação dos investimentos pós interdição. A expectativa dele é que os prazos sejam cumpridos e o retorno do investimento, marcado para começar em outubro deste ano, se mantenha. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC), administrador temporário, já sinalizou que só garante R$ 70 mil por cliente. Na instituição foi identificado um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão.
 
Venda será questionada
Publicação: 09/06/2012 03:00
A venda de R$ 115 milhões em ações preferenciais do Banco Cruzeiro do Sul pouco antes da intervenção do Banco Central na segunda-feira pode esbarrar no dever de lealdade de seus administradores. Questionada sobre a existência de restrições legais à negociação de papéis de uma companhia aberta caso uma iminente intervenção fosse conhecida por sua diretoria, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cita sua Instrução 358/02 e o artigo 155 da Lei das Sociedades Anônimas.

A primeira veda a negociação de valores mobiliários antes da divulgação de fato relevante para os negócios de uma companhia. Já o artigo 155 da Lei das S.As trata do dever de lealdade do administrador de uma empresa. Ele proíbe, por exemplo, o uso de informação obtida em razão do cargo para benefício próprio, o que inclui obter vantagem na compra ou venda de ações com base numa informação não divulgada. Em 2010, a CVM e o Banco Central firmaram um acordo de cooperação e troca de informações na supervisão dos mercados financeiros. Com competências distintas, as autarquias mantêm atuação coordenada.

MAIS VISITADAS DO MÊS

Prefeitura de Petrolina e dono de gráficas são alvos da Polícia Federal na manhã de hoje (Arualizado)

Das colunas sociais para as páginas policiais: briga familiar por herança acaba na Operação Background da Polícia Federal em Pernambuco contra sonegação de mais de R$ 8,5 bilhões

Mais de 20 empresas do Grupo João Santos utilizaram uma "factoring" para lavar dinheiro, além de superfaturar importações para fazer remessas ao exterior, aponta a Receita Federal

Operação Frígia: Policial Federal e ex-candidato a Prefeito são presos por participação em esquema de extração ilegal de ouro no Sertão pernambucano

Polícia Federal indicia ex-gestores do DER/PE e empresários por organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro desviado de obras da BR 101, em Pernambuco