Blog de Noelia Brito: EMPREITEIRAS TENTAM CRIMINALIZAR TRABALHADORES DE ...

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21 de ago. de 2012

Blog de Noelia Brito: EMPREITEIRAS TENTAM CRIMINALIZAR TRABALHADORES DE ...: FOTO: JC ON LINE A pretexto de punir trabalhadores que teriam participado de atos de vandalismo durante a greve dos trabalhadores da c...

EMPREITEIRAS TENTAM CRIMINALIZAR TRABALHADORES DE ABREU E LIMA. LUCRO ACIMA DE TUDO!

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FOTO: JC ON LINE
A pretexto de punir trabalhadores que teriam participado de atos de vandalismo durante a greve dos trabalhadores da construção civil pesada, em SUAPE, o Consórcio Ipojuca, formado por Queiroz Galvao e IESA  demitiu, por justa causa e de forma humilhante, cerca de 100 operários, que ao chegarem para trabalhar, ontem, dia 20 de agosto, tiveram sua entrada no trabalho barrada, sendo informados das pesadas e caluniosas acusações.

Como todos sabem, durante o movimento paredista ocorrido na semana passada, ônibus foram queimados e integrantes do SINTEPAV, o Sindicato representativo dos trabalhadores foram rechaçados, por suas condutas contrárias aos interesses da categoria que deveriam representar, gerando, o que o próprio Ministério Público do Trabalho chamou de crise de representação sindical. Isso está nos jornais.
Feito esse pequeno histórico, voltemos à atitude oportunista da patronal, isso para dizer o mínimo, de aproveitar o ocorrido para se livrar dos trabalhadores, mediante uma justa causa forjada, que lhes subtrai o mínimo que são as verbas rescisórias, o que para a patronal é apenas dinheiro, mas que para os trabalhadores representa a própria sobrevivência.
Além disso, a justa causa, embora esteja calcada em suposta insubordinação pelo não cumprimento da determinação judicial de pronto retorno ao trabalho, traz em seu bojo, ainda, acusações gravíssimas de participação em atos de vandalismo, o que implica, sem sombra de dúvidas, na tentativa descarada de criminalização do movimento paredista, como forma de coibí-lo com mais truculência do que a já observada através dos descontos dos dias parados e das demissões puras e simples.
Conforme afirmado no início, a prática não é nova e se reveste de calúnia evidente, quando sequer são apresentadas quaisquer provas contra esses trabalhadores e que, apesar disso, já são expostos como se fossem criminosos, no exato momento em que são barrados na porta de entrada de seus locais de trabalho, à vista de todos, inclusive da imprensa que acompanha o caso, mas com toda a omissão do SINTEPAV, que se faz de cego, surdo e mudo para os desmandos da patronal.
O que se vê hoje em SUAPE nos remete ao que ocorreu recentemente nas obras das Usinas Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, onde vários trabalhadores foram presos,  sem o devido processo legal e submetidos a tortura e em condições degradantes em presídios e outros estão ate hoje desaparecidos.
O caso de Jirau e Santo Antônio já está, inclusive, sob investigação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, onde o operário Raimundo Braga Souza, de 22 anos, prestou depoimento denunciando que foi detido e torturado por policiais que fazem a segurança dentro da usina. A tortura, segundo Raimundo, durou das 2 horas da manhã até às 6h30 do dia seguinte, para que confessasse participação na greve e no incêndio dos alojamentos da Camargo Correia. Depois, ele teria ficado 54 dias detido, sem o devido processo legal.
Em seu depoimento, Raimundo disse que mesmo sendo pobre merece respeito e que não faria nada daquilo que o acusaram, mesmo porque precisava do trabalho. Contou ainda que as condições de prisão foram sub-humanas, degradantes, sem água para beber, sem ter como escovar dentes e tomar banho: “A cela tinha três metros de comprimento por metro e meio de largura. Tinha mais seis pessoas. Não tinha colchão, era no chão puro”.

Segundo o jornal Valor Economico, Raimundo foi levado à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) pelo representante da Liga Operária, Gerson Lima e José Pimenta, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo). O depoimento tambem foi acompanhado pelo vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal, Emens Pereira de Souza.
FOTO: ABRAPO
José Pimenta ainda denunciou à Comissão que 25 pessoas foram presas durante os protestos e greve em Jirau e Santo Antônio, sendo que duas ainda continuariam presas e 13 estariam desaparecidas.  Há uma petição pública dirigida a vários organismos do Estado brasileiro pedindo investigação e punição aos responsáveis pelo desaparecimento dos operários. (1)

Como se vê, é necessário que a classe trabalhadora se mobilize urgentemente em defesa dos trabalhadores de SUAPE, a exemplo do que ocorre na defesa dos trabalhadores de Jirau e Santo Antônio, pois já se deu por iniciada uma verdadeira caça às bruxas nos moldes kafkianos, bem ao gosto do Estado policialesgo e inquisitorial que se está querendo resgatar em nosso País, especialmente em Pernambuco, onde o modelo chinês de desenvolvimento encontrou, em SUAPE, um campo extremamente fértil, pelas mãos oportunistas da Frente Popular.

Os trabalhadores de SUAPE estão sendo atacados covardemente pelo Estado, pelo capital, representado pelas empreiteiras e estão abandonados a sua própria sorte, uma vez que que seu sindicato tem ligações carnais com a patronal e com um dos partidos que dão sustentação aos governos que a nível nacional e local se puseram de cócoras a serviço dos patrões.
Toda a classe trabalhadora de todas as categorias tem o dever de estar unida em defesa de nossos companheiros de SUAPE, em especial da Refinaria Abreu e Lima, ora vítimas dessas calúnias e perseguições, sendo vítimas da ganância dos políticos e dos empresários que os patrocinam. Ontem houve um debate entre candidatos à prefeitura do Recife. Nenhum deles ousou falar sobre esse assunto, pois todos são reféns dos interesses dessas mesmas empreiteiras que sugam o sangue dos trabalhadores em SUAPE, JIRAU, SANTO ANTONIO, ARENAS DA COPA, pois o que estão disputando são os bilhões que serão distribuídos a esses mesmos vampiros. Não disputam propostas para melhorar a vida da classe trabalhadora, disputam a chave do cofre. Pensem nisso! E ajam!

Operário de SUAPE desmaia ao ser informado
da demissão por (in)justa causa


(1) http://www.valor.com.br/empresas/2745094/camara-apura-denuncia-de-tortura-em-jirau

O que cobrar ao capitalismo neoliberal em crise

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Por Leonardo Boff*

A crise do neoliberalismo atingiu o coração dos países centrais que se arrogavam o direito de conduzir não só os processos econômico-financeiros mas o própirio curso da história humana. A crise é da ideologia política do Estado mínimo e das privatizações dos bens públicos mas também do modo de produção capitalista, extremamente exacerbado pela concentração de poder como nunca se viu antes na história. Estimamos que esta crise possui caráter sistêmico e terminal.
Sempre o gênio do capaitalismo encontrava saídas para seu propósito de acumulação ilimitada. Para isso usava todos os meios, inclusive a guerra. Ganhava destruindo e ganhava reconstruindo. A crise de 1929 se resolveu não pela via da economia mas pela via da Segunda Guerra Mundial. Esse recurso agora parece impraticável, pois as guerras são tão destrutivas que poderiam exterminar a vida humana e grande parte da biosfera. E não estamos seguros de que em sua insanidade, o capitalismo não use até este meio.
Desta vez surgem dois limites intransponíveis, o que justifica dizer que o capitalismo está concluindo seu papel histórico. O primeiro é o mundo cheio, quer dizer, o capitalismo ocupou todos os espaços para sua expansão em nível planetário. O outro, verdadeiramente intransponível, é o limite do planeta Terra. Seus bens e serviços são limitados e muitos não renovéis.
Não sabemos como vamos nutrir a máquina capitalista quando as energias fósseis atingirem um ponto crítico ou simplesmente se esgotarem. A escassez de água potável pode colocar a Humanidade face a uma dizimação de milhões de vidas.
Os controles e as regulações propostas até agora foram simplesmente ignoradas. A Comissão das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Monetária Internacional, cujo coordenador era o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz (chamada de Comissão Stiglitz) empreendeu grande esforço, para, a partir de janeiro de 2009, apresentar reformas intrasistêmicas de cunho keneysiano.
Ai se propunha uma reforma dos organismos financeiros internaconais (FMI, Banco Mundial) e da OMC (Organização Mundial do Comércio). Previa-se a criação de um Conselho de Coordenação Econômica Global no mesmo nível que o Conselho de Segurança, a constituição de um sistema de reservas globais, para contrabalançar a hegemonia do dólar como moeda de referência, a instituição de uma fiscalização internacional, a abolição os paraísos fiscais e do segredo bancário e, por fim, uma reforma das agências de certificação. Tudo foi rejeitado. A ONU acolheu apenas a constituição permanente de um Grupo de Experts de Prevenção das Crises, que ninguém lhe dá importância porque o que realmente conta são as bolsas e a especulação financeira.
Esta constatação decepcionante nos convence de que a lógica deste sistema hegemônico pode tornar o planeta não mais amigável para nós, nos levar a catástrofes sócio-ecológicas tão graves a ponto de ameaçar nossa civilização e a espécie humana. O certo é que este tipo de capitalismo que na Rio+20 se revestiu de verde com o intuito de colocar preço em todos os bens e serviços naturais e comuns da Humanidade, não tem condições a médio e a longo prazo de garantir sua hegemonia. Outra forma de habitar o planeta Terra e de utilização de seus bens e serviços deverá surgir.
O grande desafio é como processar a transição rumo um mundo pós-capitalista liberal, entendido como sistema social que se oriente pelo Bem Comum da Humanidade e da Terra, sistema de sustentação de toda vida que expresse  nova relação de pertença e de sinergia com a natureza e com a Terra.
Produzir é preciso, mas respeitando o alcance e os limites de cada ecossistema, não meramente para acumular mas para atender, de forma suficiente e decente, as demandas humanas. Importa ainda cuidar de todas as formas de vida e buscar o equilíbrio social, sem deixar de pensar nas futuras gerações que têm direito à uma Terra preservada e habitável.
Não cabe neste espaço aventar alternativas em curso. Ater-nos-emos ao que é possível fazer intrasistemicamente, já que não há como sair dele proximamente.
Assistimos ao fato de que a América Latina e o Brasil, na divisão internacional do trabalho, são condenados a exportar minérios e commodities, bens naturais como alimentos, grãos e carnes. Para fazer frente  a este tipo de imposição, deveríamos seguir passos já sugeridos por vários analistas especialmente por um grande amigo do Brasil François Houtart no seu recente livro com outros colaboradores: Un paradigma poscapitalista:el Bien Común de la Humanidad (Panamá 2012).
Em primeiro lugar, dentro do sistema, lutar por normas ecológicas e regulações internacionais que cuidem o mais possível dos bens e serviços naturais importados de nossos países; que tratem de sua utilização de forma socialmente responsável e ecologicamente correta. A soja é para alimentar primeiramente  gente e só depois animais.
Em segundo lugar, cuidar de nossa autonomia, recusando o neocolonialismo dos países do Centro que nos mantém, com outrora, na Periferia, subalternos, agregados e meros supridores do que lhes falta em bens naturais. Antes, devemos cuidar de incorporar tecnologias que dêem valor agregado aos nossos produtos, criemos inovações tecnológicas e orientemos a economia, primeiro, para o mercado interno e depois para o externo.
Em terceiro lugar, exigir dos países importadores  que poluam o menos possível em seus ambientes e que contribuam financeiramente para o cuidado e regeneração ecológica dos ecossistemas de onde importam os bens naturais especialmente da região amazônica e do cerrado.
Trata-se de reformas e não ainda de revoluções. Mas ajudam a criar as bases para propor um outro paradigma que não seja o prolongamento do atual.
*Leonardo Boff é teólogo e filósofo, dr.h.causa em política pela Universidade de Turim.

HA 72 ANOS LEON TROTSKY ERA ASSASSINADO A MANDO DE STALIN

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20 de ago. de 2012

Hoje completa-se mais um ano do assassinato de Leon Trotsky. Chegamos, portanto, ao 72. aniversario de morte do fundador do Exercito Vermelho e da IV Internacional e o blog homenageia esse grande revolucionario com um texto de Jeferson Choma, publicado originariamente no site do PSTU, quando a morte de Trotsky completava 68 anos. Ao final, trazemos um vîdeo de Valerio Arcary, sobre a IV Internacional, que o proprio Trotsky classificou como a grande obra de sua vida:

O assassinato de Trotsky 




JEFERSON CHOMA
da redação do Opinião Socialista
Outros textos deste(a) autor(a)


• No dia 20 de agosto, completam-se 68 anos do atentado que tiraria a vida de Leon Trotsky por um agente do stalinismo. O assassinato não foi algo inesperado. Era parte de um esforço em eliminar qualquer ligação entre os dirigentes da Revolução de Outubro e as gerações mais jovens

Leon Trotsky lia atentamente um texto entregue a ele por seu assassino. De repente, um golpe violento na cabeça dado pelas costas com uma picareta de alpinista o jogou ao chão.

Mesmo ferido mortalmente, ele se agarrou ao assassino enquanto seus guarda-costas chegavam. Gritou para que não o matassem, para que se descobrisse o mandante do crime.

Era o dia 20 de agosto de 1940. Trotsky foi levado ao hospital ainda lúcido. Em suas últimas palavras, deixou a mensagem de otimismo a seus camaradas em todo o mundo: “Estou próximo da morte, devido ao golpe de assassino político... Por favor, digam aos nossos amigos... Estou certo... da vitória da IV Internacional... continuem”.

Antes de entrar na sala de cirurgia, se despediu carinhosamente de Natasha, sua companheira de muitos anos. Entrou em coma logo depois e morreu no dia seguinte.

O assassino 
Ramon Mercader, o nome verdadeiro do assassino, era um agente da GPU, serviço de segurança russo antecessor da KGB. Foi um crime longamente planejado pelo stalinismo. Mercader viajou para a URSS em 1937, lá permanecendo por seis meses. Depois, no México, conseguiu se aproximar pessoalmente de uma secretária de Trotsky, Silvia Ageloff.

A partir daí, se apresentou ao velho revolucionário como um simpatizante de suas idéias. No dia do assassinato, entregou um texto a Trotsky para que ele opinasse. Aproveitando-se de sua distração, assassinou-o pelas costas.

Depois de sair da prisão, em 1961, Mercader foi para URSS, onde foi condecorado com a medalha de “Herói da União Soviética”.

Stalin tenta cortar o fio de continuidade do marxismo
O assassinato de Trotsky não foi algo inesperado. Era parte de uma política consciente do stalinismo de eliminar qualquer ligação entre os velhos dirigentes da Revolução Russa de 1917 com as gerações mais jovens. Era a tentativa de cortar o fio de continuidade do marxismo revolucionário num momento em que se preparava, novamente, uma guerra mundial, com suas conseqüências revolucionárias. Existia a possibilidade de se construir uma alternativa de direção revolucionária ao redor do velho bolchevique russo.

Trotsky pertenceu a uma geração de revolucionários sem precedentes na história. Uma geração que deu respostas teóricas e políticas desde questões relacionadas à organização do partido revolucionário até a construção do poder de Estado pela classe operária.

Ele não foi apenas um dos principais dirigentes da Revolução Russa ou o organizador do Exército Vermelho, como é costumeiramente lembrado. Foi o primeiro a identificar o perigo da crescente burocratização do partido e do Estado operário soviético, que ameaçava as conquistas da Revolução de Outubro.

Dedicou sua vida, a partir da morte de Lenin, a uma luta prática e teórica para libertar o movimento operário internacional da dominação stalinista. Lançou-se numa batalha sem tréguas contra a burocratização e em oposição à desastrosa política da burocracia dirigida por Stalin.

Logo após a ascensão do stalinismo, o revolucionário russo organizou a Oposição de Esquerda e se opôs radicalmente à teoria do “socialismo num só país” defendida por Stalin. Trotsky sustentava que era impossível construir o socialismo limitado às fronteiras nacionais de um país economicamente atrasado como a Rússia. Como Lenin, acreditava que a Revolução Russa era só o princípio da revolução socialista mundial.

Trotsky dedicou os últimos anos de sua vida a construir uma alternativa à desastrosa política dos partidos comunistas, intervindo nos processos revolucionários. Realizou o que em sua própria opinião era “o trabalho mais importante” de sua vida: a construção da IV Internacional.

A perseguição implacável do stalinismo
Em 1927, Trotsky foi expulso do partido, destituído de suas funções no Estado Soviético e, no início de 1928, deportado para o Cazaquistão. No ano seguinte, Trotsky foi banido da URSS e sua condição de cidadão soviético foi cassada.

Trotsky era um homem sem nacionalidade ou cidadania. Começava, assim, uma longa jornada de exílios e expulsões que iniciou na Turquia, passou pela Noruega e pela França, até chegar, finalmente, ao México, em 1937, único país que aceitou o exílio do revolucionário russo.

Quatro anos antes do assassinato, tiveram início os famosos Processos de Moscou contra dirigentes bolcheviques. Neles, foram fuzilados velhos colaboradores de Lenin, como Zinoviev, Kamenev, Bukharin, Antonov-Ovseenko, entre outros. Durante os processos, o próprio Trotsky foi condenado à morte por ser considerado um suposto “agente sabotador do imperialismo”. Nesse período, milhares de ativistas da Oposição de Esquerda já haviam sido atacados, assassinados, presos ou deportados.

A campanha de terror tinha o objetivo de suprimir toda oposição genuinamente socialista contra a usurpação do poder feita pelo stalinismo. O alvo maior do stalinismo era atacar os que estavam junto com Trotsky. Em fevereiro de 1937, Leon Sedov, filho de Trotsky, foi morto em Paris. Às vésperas da fundação da IV, Rudolf Klement, secretário de organização da nova Internacional, foi assassinado, e o projeto de estatutos foi roubado.

Em 24 de maio de 1940, se deu a primeira tentativa de assassinato de Trotsky. Um bando de assassinos stalinistas, liderados pelo pintor David Siqueiros disparou rajadas de balas contra a casa do revolucionário que escapou do atentado.

Na segunda tentativa, conseguiram seu objetivo. Stalin havia, finalmente, liquidado o último dos grandes dirigentes bolcheviques da Revolução de Outubro.

O stalinismo foi julgado pela história
O stalinismo procurava desarticular a recém-fundada IV Internacional. Possui um grande significado o fato de Stalin, que naquele momento dirigia um Estado operário e tinha influência em partidos de massas de todo o mundo, ter de recorrer a um assassinato pelas costas de um velho de 61 anos.

Hoje, o aparato stalinista desabou. Mesmo o que resta dos partidos stalinistas rejeita a vinculação com Stalin. Por outro lado, a IV Internacional sobreviveu e está sendo reconstruída. Obviamente, o assassinato do principal dirigente da Internacional foi uma perda colossal.

Mesmo assim, o stalinismo não conseguiu suprimir o legado teórico e político do revolucionário russo. Suas obras constituem uma extraordinária contribuição para a teoria marxista. Um legado para as novas gerações de revolucionários que mantêm viva a sua luta em defesa do socialismo e da IV Internacional.





BARBARIE: Funcionários de Suape demitidos por justa causa

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CONFUSÃO EM SUAPE

Funcionários de Suape demitidos por justa causa

A empresa alegou que os trabalhadores deveriam ter voltado ao trabalho na semana passada, mas, como não voltaram, estavam demitidos

Publicado em 20/08/2012, às 07h50

Do JC Online

Com informações da repórter Adriana Guarda

Trabalhadores mostram a carta de demissão entregue pelo Consórcio Ipojuca / Foto: Adriana Guarda/JC

Trabalhadores mostram a carta de demissão entregue pelo Consórcio Ipojuca

Foto: Adriana Guarda/JC

Atualizada às 9h40
O clima de indignação e revolta volta a tomar conta de parte dos funcionários do Complexo de Suape. Uma parte dos trabalhadores do Consórcio Ipojuca Interligações, ao chegar para trabalhar, na manhã desta segunda-feira (20), foi informada que estava demitida por justa causa. A empresa alegou que os trabalhadores deveriam ter voltado ao trabalho na semana passada, mas, como não voltaram, estavam demitidos. Cerca de 100 homens foram demitidos, mas o número pode aumentar.

Com a noticia das demissões, quem estava trabalhando se negou a exercer suas funções e também está sendo demitido. Os trabalhadores alegam que não compareceram ao trabalho na semana passada porque a própria empresa não disponibilizou ônibus para o deslocamento até o trabalho.
Revoltados, os trabalhadores fecharam a portaria 2 do Complexo de Suape. Uma comissão de cinco pessoas será recebida ainda na manhã desta segunda-feira por representantes do Consórcio Ipojuca.
Com a notícia da demissão, muitos trabalhadores passaram mal. Alguns chegaram a desmaiar. Apesar do clima tenso, não houve registro de confusão, pelo menos por enquanto. A Petrobras colocou pelo menos 20 seguranças no Consórcio, para evitar confusões.
O Consórcio Ipojuca Interligações é o segundo maior do Complexo de Suape.

OBRAS SUPERFATURADAS E TRABALHADORES EXPLORADOS: ESSA A FORMULA DE DESENVOLVIMENTO QUE A FRENTE POPULAR TROUXE PARA SUAPE

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18 de ago. de 2012


Obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco
A Refinaria do Nordeste Abreu e Lima – Rnest é um dos carros-chefes das obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento do governo da Frente Popular, que teve início com Lula e segue pelo comando de Dilma.

Inicialmente orçada para custar R$ 8,5 bilhões, o balanço realizado pelo próprio governo, nas obras do PAC2, constata que esse valor foi praticamente triplicado, desde que iniciada a obra, em 2007. Estima o próprio governo que o custo final da Rnest poderá chegar a R$ 26,5 bilhões (R$ 4,5 bilhões de 2007 a 2010, R$ 21,1 bilhões de 2011 a 2014 e R$ 941 milhões após o ano de 2014).(1)

Das causas para o aumento desproporcional do custo da Rnest, já se sabe, com certeza matemática, que pelo menos R$ 1.544.443.935,85 são fruto de superfaturamento nos contratos celebrados pela Petrobrás com as empreiteiras responsáveis pela construção da Refinaria.

Isso mesmo! O TCU, por meio de Auditoria realizada já agora, em 2012, confirmou levantamentos anteriores que davam conta de sobrepreço nos contratos celebrados entre a Petrobrás e as empresas Norberto Odebrecht, Camargo Correia, Queiroz Galvão, OAS, IESA, CNEC e CONDUTO, referentes às obras da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, Pernambuco. Como os pagamentos já foram realizados, o que inicialmente se caracterizou como sobrepreço passou a ser definido como verdadeiro superfaturamento, com grave potencial de causar danos ao Erário, conforme conclusão do próprio TCU (2):

Contrato 0800.0033808.07.2, 9/8/2007, Projeto e execução de terraplenagem e serviços complementares de drenagens, arruamento e pavimentação, Consórcio Refinaria Abreu e Lima (Norberto Odebrecht/Galvão/ Camargo Correia/Queiroz Galvão). SUPERFATURAMENTO: R$ 96.346.106,94;

Contrato 0800.0053456.09-2, 28/1/2010, Serviços e fornecimentos necessários à implantação das Unidades de Destilação Atmosférica - UDA (U-11 e U-12), da Refinaria Abreu e Lima S.A - RNEST, compreendendo os serviços de construção civil, montagem eletromecânica, fornecimento de materiais, fornecimento parcial de equipamentos, preservação, condicionamento, testes, pré-operação, partida, assistência técnica à operação, assistência técnica e treinamentos na Refinaria Abreu e Lima S.A - RNEST, Consórcio Rnest-Conest (Empresas Odebrecht e O.A.S.). SUPERFATURAMENTO: R$ 133.082.906,66;

Contrato 0800.0053457.09.2, 5/2/2010, Unidades de Coqueamento Retardado (U-21 e U-22) suas subestações e Casas de Controle, suas Seções de Tratamento Cáustico Regenerativo (U-26 e U-27), incluindo fornecimento de materiais, fornecimento parcial de equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, preservação, condicionamento, testes, pré-operação, partida, assistência à operação, assistência técnica e treinamentos na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - RNEST, (Consórcio Camargo Corrêa – Cnec). SUPERFATURAMENTO: R$ 522.638.923,70;

Contrato 0800.0055148.09-2, 9/2/2010, Unidades de Hidrotratamento de Diesel (U-31 e U-32), de Hidrotratamento de Nafta (U-33 e U-34) e de Geração de Hidrogênio UGH (U-35 e U-36), incluindo fornecimento de materiais, fornecimento parcial de equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, preservação, condicionamento, testes, pré-operação, partida, assistência à operação, assistência técnica e treinamentos na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima S.A - RNEST, Consórcio Rnest-Conest (Empresas Odebrecht e O.A.S.). SUPERFATURAMENTO: R$ 351.443.396,04;

Contrato 0800.0057000.10-2, 16/4/2010, Serviços e fornecimentos necessários à implantação das tubovias de interligações da RNEST compreendendo os serviços de análise de consistência do projeto básico, projeto de detalhamento, fornecimento de materiais, fornecimento parcial de equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, preservação, casa de bombas, condicionamento, testes, pré-operação, partida, assistência à operação, assistência técnica e treinamentos na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - RNEST, Consórcio  C II - Ipojuca Interligações (Constituído Pela Empresas Queiroz Galvão e Iesa). SUPERFATURAMENTO: R$ 316.951.565,62;

Contrato 0800.0055153.09.2, 4/1/2010, (DUTOS) Serviços e fornecimentos necessários à implantação dos dutos de recebimento e expedição de produtos da RNEST, compreendendo análise de consistência do projeto básico, projeto de detalhamento, fornecimento de materiais, fornecimento de equipamentos, construção civil, instalações elétricas, montagem eletromecânica, preservação, condicionamento, testes, apoio à pré-operação e operação assistida, na Refinaria do Nordeste - Abreu e Lima - RNEST, no município de Ipojuca/PE., Conduto - Companhia Nacional de Dutos. SUPERFATURAMENTO: R$ 123.981.036,29.

Trabalhadores da Rnest
Pois muito bem. Não bastasse a flagrante sangria de recursos públicos que tem representado essa obra da Refinaria Abreu e Lima, não só pela incompetência da Petrobrás, empresa cujo capital é majoritariamente pertencente ao povo brasileiro, em programar seu custo que, repita-se, praticamente triplicou. Não bastasse, ainda, que essa sangria estivesse canalizada para contratos superfaturados com as maiores empreiteiras do país, eis que a obra, mesmo sendo uma obra pública, apesar de entregue aos caprichos da iniciativa privada, transforma-se num dos casos mais escandalosos de desrespeito aos Direitos Sociais que a própria Constituição alçou à categoria de direitos fundamentais.

As notícias sobre as condições de vida e de trabalho dos operários de SUAPE, notadamente daqueles contratados para as obras da Rnest e do estaleiro Atlântico Sul são estarrecedoras.

Durante o 1º de maio do ano passado, uma Comissão formada por integrantes de movimentos sociais e operários de vários estados fez uma blitz nos canteiros de obras de SUAPE e colheu depoimentos chocantes dos trabalhadores: “Somos chamados de cachorros por encarregados, gerentes e patrões. 

Quando reclamamos do péssimo tratamento, das horas extras que quase nunca pagam e das péssimas condições de trabalho, eles gritam com a gente coisas como ‘vocês eram cortadores de cana, passavam fome e hoje tem m profissão e salário, tão reclamando de quê? Até fardinha vocês tem.’"

Osmir Venuto, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte-MG, em entrevista ao jornal “A Nova Democracia”, ao comentar o atentado cometido por seguranças do SINTEPAV, sindicato que deveria representar os trabalhadores da construçåo civil, contra o operário Tiago Ramos de Souza, contratado pela Odebrecht para as obras da Refinaria Abreu e Lima, no ano passado, ressaltou que “Crimes como esse são mais corriqueiros do que se imagina. Os patrões, contando com a cumplicidade de sindicatos pelegos, assassinam sistematicamente trabalhadores em todo o país nos seus canteiros. Impõem um ritmo frenético de trabalho e provocam uma verdadeira matança e mutilações de operários nos canteiros de obras”.

o professor da UFPE e militante do Movimento Ecossocialista de Pernambuco, Heitor Scalambrini Costa, em entrevista ao site da Unisinos, ao tratar sobre o problema das condições de trabalho em SUAPE destacou que o deslocamento social de milhares de pessoas de seu ambiente social, distanciando-as de seus familiares associado a inexistência de diversão que não seja o bar e a prostituição são  fatores de desagregação social. Além disso, Scalambrini lembra o baixo nível dos salários (pedreiros ganham em torno de mil reais, e os ajudantes R$ 780,00) em contrapartida à extensa jornada de trabalho: “O que acontece em Suape é semelhante a acontecimentos que estão ocorrendo nas grandes obras do país. As empreiteiras contratadas tratam os trabalhadores como objetos de lucros astronômicos. O PIB em Pernambuco cresce, mas a massa de salários não.”

Heitor Scalambrini deixa claro o que está por trás dos protestos e paralisações que já se mostram corriqueiros em SUAPE vai muito além das meras disputas sindicais, como querem fazer crer governo, alguns setores da imprensa e o sindicalismo pelego: “Os baixos salários aliados às condições precárias de trabalho têm levado a protestos e paralisações frequentes. A falta de organização legítima dos trabalhadores nos canteiros de obras possibilita o surgimento de sindicatos estreitamente ligados a empresários. Acordos salariais sem a concordância de uma das partes (dos trabalhadores) têm levado a recorrentes manifestações, greves e revoltas nos canteiros de obra de Suape. Muitas delas são violentas, com queima de carros e ônibus e enfrentamento com a polícia de choque.”
Onibus foram queimados durante protestos em SUAPE
no mes de agosto deste ano.


Para o estudioso, o crescimento econômico do Estado, simbolizado por SUAPE só atende aos interesses do poder econômico, pois a classe trabalhadora continua à margem dele, apenas como alvo da mais absoluta exploração: “Esse crescimento não tem se convertido em melhorias para a classe trabalhadora no estado e que se trata um crescimento só para alguns. Uma parcela importante dos trabalhadores já percebeu isso. Daí o aparecimento de greves, principalmente dos operários da construção civil, que pôs às claras a situação de brutal exploração a que estão submetidos nos canteiros de obras de Suape.(3)

Uma audiência pública chegou a ser realizada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, na qual várias denúncias foram registradas, sendo possível perceber que SUAPE se transformou num calvário, onde as queixas dos trabalhadores vão desde a falta de chuveiro e vestiário a desvios de função, passando por assédio moral e sexual, além de perseguição religiosa e salário menor que o prometido na cooptação que antecede à contratação do trabalhador.

Durante a audiência público foi denunciada a situação de discriminação por que passam os trabalhadores pernambucanos, o que já tinha sido observado pela Comissão que visitara o canteiro de obras no ano passado. Além do assédio moral sofrido pelos trabalhadores com origem campesina, foram colhidas denúncias de que os trabalhadores vindos de outros Estados, mesmo quando apresentam a mesma qualificação ou até qualificação menor, recebem três vezes mais que os trabalhadores pernambucanos, desmistificando o discurso governista que justifica toda a politica de benefícios fiscais e favorecimentos ao empresariado em razão da geração de emprego e renda para a população local.

Alimentação ruim, falta de segurança, com registros de acidentes e até mortes, também integraram a lista de gravíssimas irregularidades denunciadas na audiência pública realizada, ainda em abril deste ano, na ALEPE.


Numa analise, mesmo que aligeirada da situação de SUAPE, na atualidade, é possível perceber que os governos de Frente Popular, tanto de Lula, quanto de Dilma, em combinação com o de Eduardo Campos, com o conveniente colaboracionismo de um sindicalismo burocrático, que vive de empanturrar-se do vetusto imposto sindical herdado do trabalhismo varguista, que libera as direções pelegas para que vivam a serviço da patronal,  enquanto enriquecem do dia de trabalho que descontam, todos os anos, å revelia da vontade da categoria que traem a cada dissidio que se passa, transformaram o Complexo  Petroquimico de Suape numa região de subempregos e de constante convulsão social, onde os interesses a serem atendidos såo o do grande capital que se beneficia nåo apenas da måo de obra barata, mas das obras superfaturadas, numa dupla exploração da classe trabalhadora que, em ultima analise, alem de ser expropriada na sua força de trabalho, ainda banca o alto custo da corrupção que toma conta do Estado brasileiro.


(1)http://www.brasil.gov.br/pac/relatorios/pac-2/2o-balanco-2011/2o-balanco-refino-e-etroquimica/view(2) TC 006.583/2012-1. Ata n° 26/2012 – Plenário. Data da Sessão: 11/7/2012 – Ordinária. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-1780-26/12-P.(3) http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/512442-complexo-industrial-de-suape-os-limites-do-desenvolvimento-entrevista-especial-com-heitor-costa


Ex militante do PSOL, Noélia Brito, é filiada ao PSTU em lançamento da campanha nacional de filiação no Recife

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17 de ago. de 2012

por pstueleicoes


Noelia Brito e Zé Maria de Almeida,
 presidente nacional do PSTU


Noelia, Jair, Janaína e Zé Maria
Nessa quinta-feira (16/08), o PSTU lançou publicamente a Campanha Nacional de Filiação em Pernambuco. O evento, que contou com a participação do presidente nacional do partido, Zé Maria, oficializou a filiação da ex-candidata e do PSOL à prefeitura de Recife, Noélia Brito. Até o momento, cerca de 30 novas filiações foram consolidadas no estado e durante todo o período eleitoral o partido buscará mais ativistas para a legenda.
O evento foi marcado pela diversidade de categorias presentes. Participaram professores da rede municipal, estadual e federal, servidores do judiciário estadual e federal, rodoviários, operários, técnico-administrativos das universidades federal e rural, trabalhadores dos Correios, da Compesa, da saúde municipal e estadual, metroviários, além dos estudantes, representantes do movimento popular e aposentados.
O candidato à prefeitura de Recife, Jair Pedro, abriu a noite falando da importância das candidaturas que defendem um programa socialista nas eleições e ainda reafirmou a necessidade do fortalecimento do PSTU, um partido socialista e de luta. “Nessas eleições vamos falar com os companheiros e companheiras que lutam conosco nos sindicatos, no movimento popular e estudantil que é preciso mais do que a luta econômica ou um simples voto nas eleições. Pra melhorar de verdade a vida dos trabalhadores, é preciso uma luta política para mudar essa sociedade que explora e oprime os que produzem a riqueza de nosso país”, declarou Jair.
Noélia Brito e mais 30 pessoas já se filiaram ao PSTU em Recife
Noélia Brito falou em seguida e afirmou que o PSTU tem um lado, que é das lutas a favor dos trabalhadores. Ela exemplificou lembrando a luta no Pinheirinho, em São Paulo, onde vários trabalhadores foram expulsos de suas casas, violentamente, com suas famílias pelo governo tucano. “A militância do PSTU estava lá, junto com a população”, afirmou. Também deu exemplo com a luta no combate às opressões, no apoio à greve dos trabalhadores de Suape, dos rodoviários, camelôs, na greve do serviço público.
Noélia também comentou da alegria de ver a militância da juventude do PSTU. “A juventude do PSTU tá aí ajudando a construir a ANEL, unificando a luta nas universidades no comando de greve. Foi essa juventude que foi à Brasília acampar com os grevistas, a juventude que está combatendo a opressão, a juventude que tem uma forte formação. Eu não vejo isso em outros partidos”, declarou emocionada Noélia. Em seguida a socialista fez o convite para os presentes. “Venham para o PSTU. É o convite que eu faço, porque nosso partido é assim”, finalizou.
Zé Maria, presidente nacional do partido, destacou que as candidaturas do partido estão a serviço dos trabalhadores e para desmascarar a farsa da frente popular do PT que governa para os ricos e vem atacando cada vez mais os direitos dos trabalhadores. Também afirmou o compromisso do partido que vai além da luta pela melhoria das condições de trabalho ou aumento salarial. “A estratégia é a superação do capitalismo e a construção de uma sociedade justa e igualitária, a construção do socialismo”, declarou.
Em seguida, Janaina Oliveira, militante da juventude, convidou os novos filiados para receber um kit com a carteirinha de filiação, um jornal e um broche do partido. No final do evento, todos os candidatos foram chamados para receber o apoio e os aplausos dos presentes. Em seguida, todos participaram de um jantar com Zé Maria e os candidatos.

Colunista do JC desmascara falta de liderança do SINTEPAV/PE

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Trabalhadores das obras da Refinaria Abreu e Lima

JC NEGÓCIOS

Negociador desautorizadoA massa de operários das duas maiores obras de Pernambuco passou, de novo, por cima do sindicato que oficialmente negocia em seu nome e que já não tem legitimidade da base. Até porque, não possui a devida capilaridade operacional para identificar o sentimento do que reivindica. Ontem pela manhã, em Suape, isso ficou evidenciado, aliás, pela terceira vez e em menos de 12 horas depois da entidade divulgar a informação de um acordo sobre uma realidade que simplesmente não existe no canteiro das obras. Ou que pelo menos não reflete as propostas da categoria. O que ocorre nas obras da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape reflete a ação de um sindicalismo burocrático que sequer entra no canteiro de obras, embora se esforce na interlocução com o sindicato patronal, a quem assegura uma liderança que não possui. O que se viu ontem, mais uma vez, foi uma completa dicotomia entre um acordo feito e o informado à base. Sequer assembleia informativa a entidade se dispôs a realizar. Talvez na expectativa de que um panfleto validasse o acordo que ela não tinha legitimidade para celebrar, mas pelo qual se comprometeu com os patrões. E assim, a maior obra do Complexo Portuário de Suape segue parada. À espera de um negociador autorizado. Naturalmente, que não seja o sindicato que diz representar os operários.* Por Fernando Castilho, para o Jornal do Commercio

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A luta contra a ditadura e a luta de classes

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DO SITE DO PSTU

A luta contra a ditadura e a luta de classes


Temos o direito de saber quem foram os grandes patrocinadoras da repressão


Américo Gomes, de São Paulo (SP)*
Boilense, então presidente da Ultragaz, patrocinou a Oban
• Uma série de historiadores brasileiros busca colocar a luta contra a ditadura simplesmente como a luta de todo o povo brasileiro contra um regime autoritário onde se buscava a construção de uma sociedade democrática. O que é verdade.

No entanto, parte da verdade. Não se pode subestimar o fato de que o Golpe Cívico-Militar de 31 de março de 1964 teve como seu principal objetivo atacar as organizações da classe operária, que ganhavam cada vez mais força e organização.

Embora tenha tomado a forma de uma operação militar, como todo golpe, comandada por oficiais das altas patentes das Forças Armadas, o movimento foi orquestrado por setores da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano.

Seu objetivo central era derrotar a classe operária e pavimentar o caminho para o projeto de “modernização econômica do Brasil”, que depois veio a se chamar “milagre econômico”. Condição necessária para criar condições para a maior exploração da classe trabalhadora.

O terror burguês na forma de uma ditadura era imprescindível para impor uma politica de concentração de renda e de entrega da economia nacional ao imperialismo. Por isso estiveram diretamente envolvidos na conspiração, iniciada no governo do John Kennedy e implementada por Lindoln Johnson, o embaixador Lincoln Gordon e o general Walters, articulados com a CIA e o Departamento de Estado norte-americano.

Chegaram inclusive a organizar a “Operação Brother Sam”, com o deslocamento de tropas militares imperialistas para a costa brasileira, para o caso de haver alguma resistência ao golpe.

No entanto, não houve praticamente resistência, de um lado por que João Goulart colocou a garantia da ordem burguesa acima de suas aspirações pessoais. E do outro o PCB, o maior partido operário na época, que vinha sistematicamente capitulando ao governo, apoiando as reformas de base, não somente ficou prostrado, mas foi contra qualquer reação. Prestes se manifestou claramente contra a greve geral chamada pela CGT, pois “daria margem a provocações e seria desnecessária, pois o governo tinha força militar para sufocar o levante”. (1)

Já o empresariado imperialista se organizava no complexo político e financeiro IPES/IBAD, onde pensavam e patrocinavam o golpe (2). Um de seus principais “cérebros” era o general Golbery de Couto e Silva. Financiavam campanhas parlamentares com dinheiro que vinha diretamente dos bancos Royal Bank of Canada, Bank of Boston e First National City Bank. E de empresas multinacionais como a: Ford, GM, Coca-cola e I.T.T. Formaram a “Rede da Democracia”, idealizada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, com jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão. Das quais faziam parte as rádios Tupi, Jornal do Brasil e a Rede Globo de Roberto Marinho. (3)

O golpe de 1964 foi, portanto, um movimento imperialista, com os militares como instrumentos a serviço do capital financeiro e industrial. Durante a ditadura, a relação entre as empresas capitalistas e aparato de repressão se estreitou. Os trustes passaram a controlar os setores mais dinâmicos da indústria como a indústria automobilística (99,8%); farmacêutica (100%,); eletro-eletrônico (80%), plásticos/borracha; autopeças, bebidas/fumo, máquinas/equipamentos e distribuição de derivados de petróleo. (4)

Na agricultura, o domínio imperialista se integrou com o latifúndio. Ampliou o monopólio da terra e ergueu grandes complexos agroindustriais, agropecuários, agroquímicos e madeireiros, associando-se a uma burguesia rural, com a eliminação do pequeno agricultor.

Consequentemente, estreitaram-se os laços entre os grandes capitalistas e o aparato de repressão. O próprio presidente Ernesto Geisel admitiu: “Houve muita colaboração entre o empresariado e os governos estaduais. A organização que funcionou em São Paulo, a OBAN, foi obra dos empresários paulistas” (5). Ou o almirante de esquadra Hernani Goulart Fortuna “a Operação Bandeirantes, a mais violenta da repressão, em São Paulo, (era) apoiada pela FIESP”. (6)

O delegado José Paulo Bonchristiano na entrevista “Conversas com Mr. DOPS” (7) declarou que Roberto Marinho, “passava no DOPS para conversar com a gente quando estava em São Paulo”. E o delegado Cláudio Guerra, em “Lembranças de uma Guerra Suja”, conta que Marinho, solicitou ao seu grupo paramilitar um atentado a sua casa, pois estava muito identificado pela ditadura frente à esquerda. (8)

Bonchristiano também afirma que podia telefonar a qualquer hora para Octávio Frias de Oliveira, dono da Folha de S. Paulo “para pedir o que o DOPS precisasse”. O documentário “Cidadão Boilesen” na mesma linha, menciona que a Folha, de Frias, cedia automóveis para serem utilizados por agentes da repressão em ações de campana, busca e captura de militantes de organizações políticas. Ações confirmadas por Carlos Guerra (9) e Élio Gáspari (hoje colunista da “Folha”) em seu livro “Ditadura Escancarada” (10)

O coronel Erasmo Dias garante que “o Julio de Mesquita Filho, quer dizer, O Estado de São Paulo, também as ‘escancas’ nos apoiou, não tem duvida. E outros empresários, aquele lá de Osasco, Vidigal nos apoiou nunca esconderam e o apoio para nós era importante não só informação, com estrutura, e era para nós uma participação que interessava” (11)

A ligação com os banqueiros então, era absolutamente transparente, Bonchristiano descreve que quando montou a Polícia Federal em São Paulo, o fundador do Bradesco, Amador Aguiar, cedeu uma ala de seu banco para funcionar a Policia Federal provisoriamente e “mandou caminhões do Bradesco carregados com o que fosse necessário para montar a delegacia da Policia Federal na rua Piauí”. (12)

Além de Aguiar outro dos mais notórios banqueiros foi Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, dono do Banco Mercantil de São Paulo e secretário de Fazenda durante o governo Carvalho Pinto O Mercantil foi vendido, ao Bradesco, em 2002. Vidigal promovia reuniões no Clube Paulistano, para arrecadar fundos para a Operação Bandeirantes. (13) Muitas vezes em companhia do Ministro da Fazenda, Delfim Neto, para maior prestígio e maior credibilidade. (14)

O Sudameris era outro patrocinador da repressão e da tortura. Pertencia à Intesa, um dos maiores bancos da Itália sediado em Milão, controlado por fascistas, sendo posteriormente vendido ao ABN AMRO e depois incorporado ao Banco Real.

O mais famoso empresário Boilesen, diretor da FIESP, presidente da Associgas, personagem principal do filme “Cidadão Boilesen”, de Chaim Litewski, emprestava caminhões e uniformes da Ultragas para as campanas da policia, freqüentava o DOI/CODI onde foi visto e identificado pelos presos (15). Já havia recebido, da Câmara de Vereadores, o titulo de cidadão paulistano em 1963,

O delegado Carlos Guerra denuncia que, entre os que freqüentavam os porões da repressão, estavam juízes como Nicolau dos Santos Neto, o Lalau; empresários Ciro Batelli, vice-presidente da rede de Hotéis Caesar Palace, que hoje trabalha no Domingão do Faustão; (16) e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. (17) Também estão nas listas dos colaboradores Jorge Wolney Atalla, presidente da Copersucar e João Carlos Di Gênio, proprietário do cursinho pré-vestibular Objetivo, que alardeava sua amizade com Fleury, e circulava em bares e restaurantes com o major Mauricio Lopes Lima, chefe de uma equipe de busca do DOI/CODI. (18)

Na véspera de sua morte, Boilesen tinha oferecido um jantar em sua mansão no Morumbi, onde esteve presente Sebastião Camargo. Em seu enterro estiveram, entre outros: o ministro Delfim Netto; o ex-ministro Roberto Campos; o prefeito de São Paulo, Figueiredo Ferraz; o governador Laudo Natel, secretários do Estado e outras autoridades. (19)

A Camargo Correia, diga-se de passagem, juntamente com as multinacionais automobilísticas, contribuía com altas somas para a tenebrosa caixinha da repressão, retribuindo os favores do regime militar. Além dela a OBAN, e depois o DOI/CODI, se nutria de verbas fornecidas pela Ford, General Motors (20) e Mercedes Bens. (21)

O Presidente da FIESP, Theobaldo de Nigris, cedia a sede da entidade para reuniões arrecadatórias, para financiar a compra de armas modernas, trazidas dos Estados Unidos, ou produzir carros como os Galaxies blindados, para os agentes da OBAN. (22)

As contribuições eram em dinheiro, veículos, combustível, recompensa. As gratificações chegavam como salário complementar, emprego paralelo, vantagens pessoais e ajuda material. Os valores sempre foram secretos, mas suficientes para a independência financeira de muitos. . (23)

Por seu lado as empresas constituíam sistemas de informação, privados e internos em suas fábricas, assessorados por experts a serviço da ditadura. Articulados com os aparatos de repressão, serviam para identificar e denunciar ativistas políticos.

Após a queda da ditadura, militares estabeleceram empresas de segurança que faziam espionagem para grandes multinacionais e serviço de segurança para executivos estrangeiros.(24) O povo brasileiro tem o direito de saber quem financiou todo esse aparato repressivo.

A Comissão da Verdade prestaria um esclarecedor serviço ao país se trouxesse à luz quais as empresas que diretamente financiaram o golpe e a repressão aos que lutaram contra esta ditadura. Afinal deve ser de conhecimento publico quem foram os grandes patrocinadores da repressão, e, que, obviamente, receberam muitas benesses em troca de sua colaboração.

Devem ser punidos sim os que prenderem ilegalmente, torturaram e seqüestraram, mas também, aqueles que os financiaram.

Américo Gomes é advogado e membro da Comissão de presos e perseguidos políticos da ex-Convergencia Socialista

Notas
1 - Combate nas Trevas, A Esquerda Brasileira: das ilusões perdidas a luta armada, Jacob Gorender, p 65
2 - René Armand Dreiffus, 1964: A conquista do Estado, ação política, poder e golpe de classe, Ed Vozes
3- Aloysio Castelo de Carvalho A Rede da Democracia: O Globo, O Jornal e Jornal do Brasil na queda do governo Goulart (1961-64), Niterói, Eduff/Nitpress, 2010
4- POSSAS, Mario Luiz. Empresas Multinacionais e Industrialização no Brasil. In: Desenvolvimento Capitalista no Brasil. Vol. 2 .S.Paulo, Ed. Brasiliense, 1983. pp. 24-25.
5- Ernesto Geisel. de Maria Celina DAraujo e Celso Castro Rio de Janeiro Editora FGV. 5ª Edição, 1998. p 215
6- Militares, Confissões, Historias Secretas no Brasil, Helio Contreiras, Rio de Janeiro, Editora Mauad 1998.
7- Publica, agencia de reportagem e jornalismo investigativo, http://apublica.org/2012/02/conversas-mr-dops/
8- Lembranças de uma Guerra Suja, p 161
9-Lembranças de uma Guerra Suja.
10- (p. 395).
11- Boilesen um empresário da ditadura: a questão do apoio do empresariado paulista à OBAN/Operação Bandeirantes, 1969-1971, Jorge José de Melo, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
12-Autópsia do Medo, Percival de Souza, p 403
13-Lembranças de uma Guerra Suja, Cláudio Guerra depondo a Marcelo Netto e Rogerio Medeiros, p 142
14- Elio Gaspari, ADitadura Escancarada. São Paulo, Companhia das Letras, 2002, p. 61-62
15- Autópsia do Medo, Percival de Souza, p 171
16- Lembranças de uma Guerra Suja, Cláudio Guerra depondo a Marcelo Netto e Rogerio Medeiros, p 121
17- Lembranças de uma Guerra Suja, Cláudio Guerra depondo a Marcelo Netto e Rogerio Medeiros, p 124
18- Tortura a História da Repressão Política no Brasil, Antonio Carlos Fon, p 59
19- Boilesen um empresário da ditadura: a questão do apoio do empresariado paulista à OBAN/Operação Bandeirantes, 1969-1971, Jorge José de Melo, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
20- Brasil Nunca Mais, um relato para a história, p 73, 7ª Edição
21- Pedro e os Lobos, Os anos de chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano de João Pedro Laquê, p 261
22- Pedro e os Lobos, Os anos de chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano de João Pedro Laquê, p 261
23- Autópsia do Medo, Persival de Souza, p 13.
24- Lembranças de uma Guerra Suja, Cláudio Guerra depondo a Marcelo Netto e Rogerio Medeiros, p 196
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