EXCLUSIVO: Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam fraude no leilão dos imóveis do Novo Recife

perspectiva eletrônica do projeto novo recife publicada no site da construtora gl empreendimentos

Documentos obtidos com exclusividade pelo Blog confirmam que o Ministério Público Federal requisitou ao Departamento de Polícia Federal a instauração de Inquérito Policial para apurar possíveis fraudes no leilão da Caixa Econômica Federal, pelo qual o Novo Recife, comandado pelas Construtora Queiroz Galvão e Moura Dubeux, teria adquirido o Parque Ferroviário e armazéns do cais de Estelita, por R$ 55,4 milhões. O que causa estranheza, segundo a documentação em poder da Polícia Federal e do MPF, é que por meio de um instrumento particular, firmado após a arrematação, fez-se incluir uma área que originariamente não constava no Edital levado a público. Causa espécie, ainda, que o Edital tenha sido publicado poucos dias antes da realização do Leilão, reduzindo sua publicidade a ponto de só o Novo Recife ter comparecido para arrematar.

Matéria publicada no Diário de Pernambuco, em 1997, revela que a Prefeitura do Recife, após realizar a revitalização do local, chegando a gatar, R$ 1,5 milhão, em valores da época, firmara um protocolo com a RFFESA, pelo qual reivindicava a  área de treze hectares localizada na Esplanada Ferroviária Cinco Pontas, vizinha ao Cais José Estelita, para que fosse urbanizada e transformada num grande centro de lazer, serviços e compras, além de ganhar uma marina com pier, que possibilitaria o acesso ao local através de barcos. O que levou as gestões que estiveram à frente da PCR a abrir mão de um projeto que beneficiava todo o povo do Recife, passando a não medir esforços, através de seus órgãos e secretários, para que a especulação imobiliária se assenhoreassem do local?










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