DANILO CABRAL SERIA A APOSTA DE PAULO CÂMARA PARA PSB NÃO PERDER A PREFEITURA DO RECIFE



Fontes palacianas fizeram chegar ao Blog que a real motivação para que o secretário de Administração Danilo Cabral retome seu mandato de Deputado Federal é o prazo para que os secretários estaduais se desincompatibilizem de seus cargos para que possam disputar os cargos de prefeitos e vice-prefeitos sem incorrerem em inexigibilidade.

É que para que Danilo Cabral se torne apto a disputar a Prefeitura do Recife, pelo PSB, em substituição ao atual Prefeito, Geraldo Júlio, sua desincompatibilização do cargo de secretário estadual tem que ocorrer antes de quatro meses da realização do Pleito, de acordo com a Lei de Inelegibilidades. Como as eleições municipais estão previstas para ocorrerem no dia 2 de outubro de 2016, Danilo tem que estar desincompatibilizado até o dia 1º de junho, para não ficar inelegível. 


A desculpa de que o governador estava abrindo mão de um dos seus principais auxiliares por precisar de um interlocutor no Congresso não fazia o menor sentido, pois é de Pernambuco a maior bancada do PSB na Câmara. Além disso, dentre os representantes de Pernambuco há o deputado Tadeu Alencar que sempre foi da cozinha do Palácio.

Danilo Cabral é considerado uma espécie de carta na manga do PSB para a disputa no Recife, onde o atual prefeito, Geraldo Júlio enfrenta baixos índices de popularidade, associado a um perfil pouco carismático, numa disputa em que ter "ficha limpa" deve ser um dos pontos de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse particular, Danilo levaria ampla vantagem sobre Geraldo Júlio que vem de citações em várias operações da Polícia Federal, tais como a "Fair Play", que investiga a PPP da Arena Pernambuco e a própria "Lava Jato", onde o atual prefeito é apontado como beneficiário de doação da ordem de R$ 3 milhões, em Lista da Construtora Odebrecht.

A relação do governador Paulo Câmara com o prefeito Geraldo Júlio, que já não era um mar de rosas, azedou ainda mais depois que por pressão do prefeito, Paulo Câmara teve que romper com o DEM e o PSDB, exigindo a devolução dos cargos de ambos, em seu governo, como forma de obrigá-los a retirarem as candidaturas da deputada estadual Priscila Krause e do deputado federal Daniel Coelho à sucessão de Geraldo Júlio.

Com ministérios no governo Temer, Mendonça Filho e Bruno Araújo devolveram os cargos e passaram à oposição ao governo de Câmara, que já começou a sofrer críticas do PSDB na Assembleia Legislativa, que já era alvo da oposição de Priscila Krause que já não se alinhava com a posição situacionista de seu partido, mesmo antes da imposição do PSB.

A insistência de Geraldo Júlio em inviabilizar as candidaturas de todos os demais adversários, para conseguir se reeleger praticamente por "WO", pode ter sido um tiro que lhe saiu pela culatra, transformando a ele mesmo, num candidato inviável dentro de seu próprio Partido.





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