"CUSTO PERNAMBUCO": GESTÃO DO PSB, DE PERNAMBUCO, TAMBÉM PAGOU MILHÕES PARA CONSIST GERENCIAR FOLHA

Foto: "O Globo"

A Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, que prendeu o ex-ministro Paulo Bernardo, nesta quinta-feira (23), revelou um esquema de corrupção, na contratação da empresa Consist Software Ltda, entre os anos de 2009 e 2010, pelo governo federal, para gerenciar empréstimos consignados, em Folha de Pagamento, de servidores públicos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 100 milhões e consistiria no pagamento de R$ 1 à Consist, para cada parcela cobrada dos servidores. A conta da propina era paga pelos servidores, mediante o mencionado desconto. A empresa teria ficado com 30% do desvio e outros 70% seriam repassados a envolvidos indicados por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, como propina.

Em Pernambuco, três empresários ligados à empresa CONSUCRED, empresa situada na Av. Agamenon Magalhães, nº 2656, na Ilha do Leite, no Recife, foram alvo de mandados de prisão preventiva e Busca e Apreensão, por terem participação ativa no esquema criminoso, mas, estranhamente, nenhum órgão da imprensa local questionou o porquê, o como, o quando e o onde Pernambuco entraria em esquema aparentemente limitado ao governo federal e a figuras de destaque da cena política nacional e da advocacia eleitoral, oriundos de Estados como São Paulo,  Paraná e Rio Grande do Sul.

Durante as buscas e apreensões da Operação "Pixuleco II", o contrato de prestação de serviços firmado entre a Consist, a empresa pernambucana, CONSUCRED e o escritório de advocacia Oliveira Romano, este responsável, segundo a Polícia Federal, por emitir notas "frias" para lavar a propina arrecadada com o esquema:
Contrato apreendido pela PF na Operação "Pixuleco II"



Com base na documentação apreendida na "Pixuleco II", foi possívem aos investigadores da Lava Jato constatarem que a empresa CONSIST SOFTWARE LTDA., utilizava a Razão Social SWR INFORMÁTICA LTDA. para firmar contratos e até fazer doações eleitorais, para o propinoduto criado pelo esquema desbatarado pela Operação "Custo Brasil".
Pedido de Prisão Preventiva e Busca e Apreensão
Distribuição por dependência ao EPROC 50495571420134047000    

(ACESSE A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO AQUI)


O que a imprensa local não teve, ainda, interesse em divulgar foi que o Governo de Pernambuco, durante a gestão de Eduardo Campos, do PSB, contratou, sem licitação, à mesma CONSIST SOFTWARE LTDA., só que sob o CNPJ 01.596.922/0001-76 e razão social, SWR INFORMATICA LTDA, para gerir, entre os anos de 2010 e 2012, ao custo de R$ 2.379.718,00, a Folha de Pagamento dos servidores estaduais. A contratação se deu por intermédio da Secretaria de Administração (Processo nº 044.2009.III.IN.0009.SAD-CCPLE III). 

Abaixo os empenhos que comprovam os pagamentos milionários feitos pelo governo de Pernambuco à mesma empresa ora investigada pela Polícia Federal, na Operação "Custo Brasil":

2010


2011


2012


2013
TOTAL: R$ 2.379.718,00

SAIBA MAIS:

http://jornalggn.com.br/noticia/os-contratos-milionarios-sem-licitacao-da-consist-com-gestoes-tucanas

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/de-real-em-real-milhares-de-servidores-bancaram-propinas-a-grupo-de-paulo-bernardo-diz-receita/

MAIS VISITADAS DO MÊS

Exclusivo: Polícia Civil de Pernambuco prende maior estelionatário do Nordeste. Hacker, que estava foragido, foi preso pela Delegacia do Cordeirro. Golpes ultrapassam a casa dos R$ 100 milhões

Exclusivo: Saiba quem são todos os 41 alvos das Operações Casa de Papel e Antídoto, deflagradas hoje, pela PF, e que também teve como alvos as Prefeituras do Recife, do Cano, de Paulista e de Olinda

Advogado dos Bolsonaro, Wasef, teve pedido de prisão em inquérito que investigou seita satanista suspeita de matar crianças em rituais. Seita tinha integrantes também em Pernambuco

DRACCO faz operação contra Sebastião Figueroa, maior fornecedor de produtos gráficos para políticos e governos em Pernambuco. Veja as imagens exclusivas do Blog da Noelia Brito

Covidão: PF faz buscas nas Prefeituras do Recife, Paulista, Cabo e Olinda contra corrupção na pandemia