TURBULÊNCIA: PRESOS JÁ COGITAM DELAÇÃO PREMIADA ENVOLVENDO CHEFES DO EXECUTIVO E PARLAMENTARES DO PSB




A Portaria que determinou a instauração do Inquérito Policial que desencadeou a "Operação Turbulência", da Polícia Federal e que levou, para o Cotel, os empresários responsáveis pela "lavagem" de pelo menos R$ 600 milhões, de recursos obtidos ilicitamente, de obras públicas, por políticos, empreiteiras e agentes públicos, em especial da Transposição do Rio São Francisco e da Petrobras, foi assinada no dia 23 de março deste ano, pela delegada da Polícia Federal Andrea Pinho de Albuquerque, observou que a empresa do peixeiro Geovane, do Pina, não tinha capacidade financeira para movimentar a quantidade de recursos apontada pelo COAF e que lhe seriam repassados pela empresa Câmara & Vasconcelos que, por sua vez, recebia tais recursos da empreiteira OAS, já citada, na Operação Lava Jato, como responsável pelo pagamento de propina a políticos e diretores de estatais. 

A Polícia Federal conseguiu, com a Operação Turbulência, desvendar como se dava o esquema criminoso de "lavagem" do fruto da corrupção das gestões do PSB, em Pernambuco, ocorrida, pelo menos, nos últimos seis anos, esquema esse que teria desviado, em média, R$ 100 milhões por ano, do Erário.

Ocorre, porém, que os empresários presos, ontem, pela Polícia Federal, atuavam apenas como operadores do esquema que foi montado para favorecer candidatos a cargos eletivos do PSB e a seus aliados e os rumores que já circulam na cidade dão conta de que esses presos não estariam dispostos a arcarem com os ônus sozinho, pois os bônus não ficaram apenas para eles, e estariam por essa razão, negociando delação premiada, onde entregariam os nomes de chefes dos executivos e parlamentares que teriam recebido dinheiro do esquema, inclusive, em espécie.

Pelo visto, a turbulência de ontem já pode ser considerada um verdadeiro desastre para o PSB de Pernambuco.

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