PARA EUNÍCIO, A PROPINA FOI DE R$ 5 MILHÕES, AFIRMA DELATOR DA LAVA JATO


Matéria publicada, hoje, pela Folha de São Paulo, revela que em delação premiada feita na Operação Lava Jato, o ex-diretor da empresa Hypermarcas, Nelson Mello, afirmou que teria pago propina no valor de R$ 5 milhões, por meio de contratos fictícios, ao senador Eunício Oliveira, do PMDB, do Ceará, para financiar a campanha deste, ao governo do Estado do Ceará, em 2014.

O dinheiro teria irrigado o "Caixa 2" da campanha de Eunício e teria sido entregue a um sobrinho do senador, de nome Ricardo, a pedido do lobista Milton Lyra, ligado à cúpula do PMDB e que foi alvo de busca e apreensão por ordem do Supremo Tribunal Federal, do dia de ontem.

Segundo Nelson Mello, para concretizar o pagamento dos R$ 5 milhões para Eunício Oliveira, foram firmados contratos fictícios com três empresas por serviços que jamais foram realizados. As empresas, entretanto, prestavam serviços à campanha do peemedebista. Ao final,foi providenciada uma nota fiscal que totalizava R$ 5 milhões.

De acordo com a Veja “On Line”, a "Confirma Comunicação e Estratégia" e a "Campus Centro de Estudos e Pesquisa de Opinião", receberam 3,35 milhões de reais. O restante foi desembolsado pela Hypermarcas a partir de uma nota fiscal emitida no valor de 1,65 milhões de reais apresentada pela "Confederal Prestadora de Serviços de Vigilância e Transporte de Valores".

A "Confirma Comunicação e Estratégia", cujo nome de fantasia é "Zyx Comunicação", CNPJ nº 07.838.561/0001-03, com sede em Salvador, na Rua Leonor Calmon, 44, Ed. Emp. Cidade Jardim, sala 204, Candeal, tem status de "inativa" na Receita Federal, desde 17/12/2015.

Já a "Campus Centro de Estudos e Pesquisa de Opinião", CNPJ nº 05.357.278/0001-34, também com sede em Salvador, na Av. Ademar de Barros, 1156, sala 204, Ed. M. Center, Ondina, tem como sócias, Maurenizia Dias Andrade Alves e Nívea Dias Rabelo Andrade.

Em nossas pesquisas, a sede da Confederal, que tem como CNPJ, a inscrição nº 31.546.484/0005-26 e que, segundo a matéria da Veja "on line", seria do próprio Eunício, tem sede no Tocantins, na Q Asr-Se 115, Qig Alameda 13, Lote 14, Polo Eco Indústrial, Palmas, apresentando como sócios, Ricardo Lopes Augusto e Remmo Participações S/A.

Pesquisamos, então, sobre a tal Remmo Participações descobrimos que se trata de uma Holding de Instituições Não-Financeiras, situada na Cidade Satélite do Guará,  St Sia Trecho 3, S/N, Lote 2010/2020, 3º Andar, Zona Industria, no Distrito Federal, CNPJ nº 18.491.698/0001-50, tendo como diretores Ernane Estevo de Barros e Rodrigo Antônio de Paes de Andrade Lopes de Oliveira.

A defesa de Eunício Oliveira, que é patrocinada pelo advogado de celebridades Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, deu uma resposta padrão para casos com esse, informando que as despesas de campanha do cearense estavam dentro da legalidade e que as doações da Hypermarcas eram legais e que o sobrinho de Eunício, de nome Ricardo, não conhecia Milton Lyra.

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