CASO MORATO: POLÍCIA CIVIL NÃO ENTREGOU CHIP DE CELULAR E UM PERIFÉRICO DE COMPUTADOR PARA PERÍCIA DA POLÍCIA FEDERAL

Fotomontagem: JornalGGN

Documentos a que o Blog teve acesso, com exclusividade, revelam que a Polícia Civil de Pernambuco, ao encaminhar para a Polícia Federal, o material apreendido no quarto do Motel Ti Ti Ti, em Olinda, onde o corpo de Paulo César Morato, sócio da empresa Câmara & Vasconcelos, foi encontrado, deixou de enviar um "chip" de celular Oi e um periférico de computador que constavam na lista de itens apreendidos no quarto de Morato.

Apesar de constarem na lista de itens enviados, os dois elementos que deveriam ter sido periciados, pela Polícia Federal, não foram sequer recebidos, conforme fica claro na conferência de recebimento do Ofício do Delegado de Polícia Civil, Diogo Melo Victor, Coordenador da Força Tarefa de Homicídios, que fez o envio do material, como na ressalva que é feita no ofício de devolução, assinado pelo Escrivão de Polícia Federal, Dilton George Lopes de Oliveira.

Paulo César Morado teve morte misteriosa no mesmo dia em que foi decretada sua prisão preventiva pela Polícia Federal juntamente com outros membros de uma Organização Criminosa acusada de lavar mais de R$ 600 milhões de recursos desviados de obras e contratos públicos por empreiteiras, políticos e agentes públicos, inclusive da Transposição do Rio São Francisco e da Refinaria Abreu e Lima.

A mesma Organização Criminosa também teria sido utilizada para a compra fraudulenta do jatinho de campanha utilizado pelos candidatos do PSB à presidência da República, Eduardo Campos e Marina Silva, jatinho no qual, em acidente aéreo, o ex-governador de Pernambuco veio a falecer com membros de sua equipe.

Somente no ano de 2012, ano de eleições municipais, a Câmara & Vasconcelos recebeu, da Construtora OAS, depósitos em uma conta de sua titularidade, na Agência do Banco do Brasil localizada no Shopping Guararapes, em valores que superam os R$ 21 milhões (Leia AQUI)






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