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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

"FAIR PLAY" DEVE FICAR COM A POLÍCIA FEDERAL, AFIRMA SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EM PARECER

SUPERFATURAMENTO NAS OBRAS DA ARENA SÃO O FOCO DA "FAIRPLAY"

Em Parecer prolatado nos autos do Recurso interposto pelos advogados da Construtora Odebrecht, junto ao STJ, na tentativa de tirar as investigações da Operação "Fair Play" (Leia AQUI), das mãos da Polícia Federal e passá-las para a Polícia Civil, o Subprocurador-Geral da República Antônio Carlos Pessoa Lins afirmou não vislumbrar quaisquer irregularidades no inquérito que detectou superfaturamento no contrato firmado entre o governo de Pernambuco e a Odebrecht, para a Construção da Arena Pernambuco e que teve como principais autoridades que autorizaram a aprovação do contrato, segundo Laudo da Polícia Federal, ninguém menos do que o atual governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara e o atual prefeito da capital, Geraldo Júlio (Leia AQUI). 

Conforme foi amplamente noticiado por vários órgãos de imprensa, embora negue, o atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio, foi apontado como beneficiário de doações na chamada "Lista da Odebrecht", para sua campanha de 2012, sob o codinome de "Neto", em valores da ordem de R$ 3 milhões (Leia AQUI).


LEIAM A ÍNTEGRA DO PARECER DA SUBPROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA OPINANDO PELA MANUTENÇÃO DA "FAIR PLAY' COM A POLÍCIA FEDERAL





*Post editado em razão de acordo celebrado nos processos nºs 0001139-43.2016.8.17.8128 e 0001200-98.2016.8.17.8128

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