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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

ALVO DE OPERAÇÕES DA PF, GOVERNO DE PERNAMBUCO TEM QUATRO DELEGADOS FEDERAIS A SUA DISPOSIÇÃO

Alessandro Carvalho saiu para entrada de Gioia, ambos da Polícia Federal
Fontes ouvidas pelo Blog revelam o desconforto de policiais federais da ativa, com o fato de que nada menos que quatro delegados da Polícia Federal estejam à disposição do governo do Estado de Pernambuco, exercendo cargos de confiança, com subordinação direta ao governador Paulo Câmara.

É que causou mal estar na corporação, o fato de advogados ligados ao governo e a próceres do PSB, partido do governador e ainda à empreiteira Odebrecht, que tem cerca de cem executivos negociando delação premiada com o Ministério Público Federal, na “Lava Jato”, terem tentado desmoralizar a Polícia Federal, retirando, de sua competência, as investigações da chamada Operação "Fair Play", que investiga fraudes e superfaturamento na licitação e no contrato da Arena Pernambuco (LEIA AQUI).

Para quem não sabe, após a exoneração do Secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que é Delegado da Polícia Federal, este, em vez de retornar às suas funções no Departamento de Polícia Federal, foi deslocado para a Assessoria Especial do Governador Paulo Câmara, sendo substituído, no commando da SDS, por outro policial federal, o também delegado Angelo Gioia, que trouxe mais dois outros delegados da Polícia Federal para assessorá-lo (Leia AQUI).

Geraldo Júlio, o "Neto"
As Planilhas contendo os nomes de 200 políticos que teriam recebido dinheiro da Odebrecht e que foi apreendida durante a 26ª Fase da Operação Lava-Jato, inclui, o atual prefeito da capital pernambucana, Geraldo Júlio, que é apontado na lista da Odebrecht como beneficiário de R$ 3 milhões. Geraldo Júlio era chamado pelo codinome de "Neto", enquanto o senador Fernando Bezerra Coelho
FBC, o "Charada"
, também apontado na Lista da Odebrecht, teria sido favorecido, com o valor de R$ 500 mil e era o "Charada". Já o ex-prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca, que comanda a Agência Reguladora de Pernambuco e que segundo a Planilha da Odebrecht, fora agraciado com R$ 200 mil pela empreiteira, atendia pela alcunha de
Ettore Labanca, o "Cacique"
"Cacique". Vejam a lista de doações da Odebrecht para o PSB que totaliza R$ 9 milhões:

    Fonte: AQUI

Consulta à Prestação de Contas do então candidato Geraldo Júlio ao TSE, entretanto, não aponta qualquer registro de doação da Odebrecht para sua campanha para Prefeito nas Eleições de 2012, para a qual foram apontados gastos da ordem de R$ 7.184.213,62. Acaso a suposta doação feita para a campanha de Geraldo Júlio, pela Odebrecht, estivesse devidamente registrada em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral, corresponderia a quase 50% de sua receita de campanha.

 Fonte: AQUI 


Não é à toa, portanto, que integrantes da Polícia Federal se sintam constrangidos com o fato de que membros graduados de sua corporação aceitem cargos comissionados e de subordinação em governos investigados pela própria entidade.

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