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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

CTTU DANDO "BACULEJO" EM CELULARES DE MOTORISTAS E CARONAS. PODE ISSO MPPE?



Circulam nas redes sociais denúncias de que a CTTU, ligada à Prefeitura do Recife, estaria abordando motoristas nas proximidades do Aeroporto dos Guararapes e obrigando-os a entregar seus celulares para o tradicional "baculejo".

A intenção é saber se o celular do motorista tem o aplicativo "UBER" instalado. Aos passageiros são desferidas perguntas pessoais sobre suas relações com o condutor do veículo típicas daquelas desempenhadas por autoridades policiais em investigações criminais. As perguntas seriam do tipo "onde moram", "de onde se conhecem" e "qual o nome da mãe do condutor do veículo".

A CTTU não tem poderes iguais aos da Polícia Judiciária e ainda que tivesse não estaria autorizada a colher depoimentos e a dar buscas em objetos pessoais de cidadãos sem que houvesse pelo menos suspeita de algum crime em andamento.

A presidência da empresa deve se pronunciar o quanto antes sobre quem autorizou esse tipo de operação que pode ser alvo de intervenção do Ministério Público do Estado diante dos fortes indícios de cometimento do crime de abuso de autoridade por aquele que forem confirmados como autores dos fatos denunciados.

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