FARRA DAS PASSAGENS: DO DEM AO PSOL, DENÚNCIA DO MPF PROVA QUE FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO NÃO TEM COR PARTIDÁRIA

Luciana Genro (candidata derrotada do PSOL à prefeitura de Porto Alegre e à presidência da República - à esquerda) e ACM Neto (prefeito reeleito de Salvador pelo DEM, à direita) estão entre os ex-deputados federais denunciados pelo Ministério Público Federal pelo crime de Peculato, em razão do uso indevido das cotas de passagens aéreas
O Ministério Público Federal denunciou, na última sexta-feira (28), nada menos que 443 ex-deputados federais das mais diversas agremiações partidárias, pelo crime de Peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos.

Dessa vez nenhum Partido pode afirmar que se trata de perseguição política, já que pode-se dizer que o MPF foi extremamente "democrático" do ponto de vista partidário, não poupando nem o PSOL, tido e havido por muitos, como paladino da ética.

Para se ter uma ideia, a candidata do PSOL à presidência da República e presidente da Fundação Lauro Campos, ligada ao Partido, Luciana Genro, figura na lista do Ministério Público entre as ex-deputadas denunciadas pelo uso indevido da verba parlamentar destinada à compra de passagens aéreas. Luciana Genro também disputou a prefeitura de Porto Alegre pelo mesmo PSOL, nas eleições deste ano, quando quase chegou ao segundo turno.

No mesmo barco que Luciana Genro está o prefeito reeleito de Salvador, o democrata Antônio Magalhães Neto, também denunciado pelo MPF pelo crime de Peculato. 

Outros nomes que chamam a nossa atenção são os do vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, do PMDB, que é afilhado político de outro paladino da ética, o também peemedebista, Jarbas Vasconcelos e o do atual dono do jornal Diário de Pernambuco, filiado ao PSB, Maurício Rands.

Segundo o Ministério Público Federal, os ex-deputados teriam utilizado dinheiro público das verbas de gabinete, para usos diversos daqueles a que eram destinados, que deveria se limitar ao deslocamento, desses parlamentares, entre suas bases eleitorais e Brasília. Ocorre que a partir de uma série de reportagens do site "Congresso em Foco" e com o auxílio da Polícia Federal, o MPF descobriu que centenas de deputados e senadores viajaram pelo Brasil e ao exterior com dinheiro público, muitas vezes para passear, ou ainda cediam suas cotas a terceiros, ou a parentes ou, ainda, a cabos eleitorais.

Só entre os anos de 2007 e 2009, os gastos com passagens aéreas de deputados chegaram a R$ 70 milhões, em valores da época, sendo que em viagens internacionais foram registrados 1.588 bilhetes, ao passo que outros 112 mil bilhetes para voos nacionais foram contabilizados. Todos pagos com o dinheiro do contribuinte.

Acesse AQUI a lista de ex-deputados, inclusive os pernambucanos, que foram denunciados, pelo MPF, pela chamada "farra das passagens".


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