MALAFAIA LAVAVA DINHEIRO DE ORCRIM QUE ROUBAVA ROYALTIES DE EXPLORAÇÃO MINERAL. POLÍCIA FEDERAL O LEVOU PARA DEPOR COERCITIVAMENTE NA OPERAÇÃO TIMOTEO

RETROSPECTIVA 2016 - MATÉRIA MAIS ACESSADA DO BLOG EM 2016!!!

Bolsonaro, Malafaia e Magno Malta, os moralistas sem moral.


A Folha de São Paulo acaba de divulgar, em matéria assinada por Bela Megale, que o Pastor Silas Malafaia, um dos maiores críticos da corrupção e defensores da homofobia na política nacional, ligado a Bolsonaro, acaba de ser conduzido coercitivamente, pela Polícia Federal, para prestar depoimento no âmbito da Operação Temóteo, que investiga uma organização criminosa acusada de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

Segundo a Folha de São Paulo, o pastor Silas Malafaia participou do esquema criminoso praticando lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. Ele é suspeito de emprestar contas de sua instituição religiosa para ajudar a ocultar dinheiro.



A PF informou à Folha que estão sendo realizadas buscas e apreensões em 52 endereços diferentes ligados a suposta organização criminosa em 11 estados e no Distrito Federal.


Além das buscas, estão sendo realizadas 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.
O diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, Marco Antonio Valadares Moreira, e a mulher dele foram presos pela PF. 



O objetivo da operação é que com as provas coletadas nesta sexta a PF tenha detalhes na maneira que de como funcionava "um esquema em que um diretor do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) com informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia serviços de dois escritórios de advocacia e de uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) junto a empresas de exploração mineral.


Até o momento, os investigadores apuraram que a suposta organização criminosa se dividia em ao menos quatro núcleos: o captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o operacional, formado por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o político, composto por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia do esquema; e o núcleo colaborar, que auxiliava na ocultação e dissimulação do dinheiro.

A PF comunicou ainda que o sequestro de três imóveis e bloqueio de valores que podem alcançar R$ 70 milhões. O juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de contratar ou de realizar pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sendo investigados.

A Operação Timóteo começou em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões, segundo o órgão.

As ações da PF ocorrem nas seguintes unidades da federação: BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO. O juiz do caso é Ricardo Augusto Soares Leite, da 10a. Vara da Justiça Federal do DF.

A ação é batizada de "Operação Timóteo", em referência a esta passagem do livro Timóteo, da Bíblia: " Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos".

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