PETROBRAS APROVA VENDA DE COMPLEXO DE SUAPE A EMPRESA MEXICANA



A Petrobras anunciou há pouco, em seu Blog "Fatos e Dados", que o Conselho de Administração da estatal aprovou a venda de US$ 587 milhões em ativos, dos quais US$ 385 milhões são referentes à venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica SUAPE) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para duas subsidiárias da empresa mexicana Alpek.


Já os outros US$ 202 milhões são referentes à aprovação da venda,  pela subsidiária Petrobras Biocombustível (PBIO)  para a Tereos Participations - empresa do grupo francês Tereos, da totalidade da sua participação na Guarani, correspondente a 45,97% do capital da companhia


Segundo a nota, com as operações anunciadas hoje, o programa de parcerias e desinvestimentos totalizou US$ 13,6 bilhões no biênio 2015-2016, ficando abaixo da meta de US$ 15,1 bilhões estabelecida para o período.

A nota esclarece, ainda, que o não atingimento da meta é explicado pela obrigação em cumprir decisão liminar da Justiça de Sergipe, impedindo a conclusão das negociações dos campos de Tartaruga Verde e Baúna, localizados, respectivamente, na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, que, segundo a Petrobras, já estavam em estágio avançado de negociação.


A nota afirma que os ativos negociados hoje não contam com os empregados próprios e os vínculos empregatícios junto às respectivas companhias não são alterados em função das transações.

Os dois acordos fechados hoje fazem parte das cinco transações que podem ter seus contratos assinados de acordo com a decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), diz ainda a nota.


Sobre as companhias envolvidas nas transações:

Guarani

A Guarani é uma das empresas líderes do mercado brasileiro de açúcar e etanol, ocupando a terceira posição entre os maiores produtores de açúcar do Brasil. A companhia detém oito unidades industriais, sendo sete no Brasil, no estado de São Paulo (usinas Andrade, Cruz Alta, São José, Severínia, Mandu, Tanabi e Vertente, esta última com controle compartilhado com o Grupo Humus, que detém 50%), e uma na África, em Moçambique (usina Sena).

Tereos

A Tereos, que é sócia da PBIO na Guarani com 54,03% do capital total, é a terceira maior produtora de açúcar no mundo. O grupo é especializado na transformação de matérias-primas em açúcar, etanol, álcool e amido e conta com 42 unidades industriais na Europa, América do Sul, Oceano Índico, África e Ásia, com 24 mil colaboradores.

PetroqímicaSuape e Citepe

A PetroquímicaSuape e a Citepe são subsidiárias integrais nossas e fazem parte do Complexo Industrial Químico-Têxtil, localizado em Ipojuca, no estado de Pernambuco. Juntas essas empresas reúnem três unidades industriais integradas: a de PTA (ácido tereftálico purificado), a de filamentos de poliéster e a de resina PET (polietileno tereftalato).

Alpek

A Alpek é uma empresa mexicana do Alfa, S.A.B. de C.V. (“Alfa”), de capital aberto, que atua no setor petroquímico e que ocupa uma posição de liderança na produção de poliéster (PTA, PET e filamentos) no mundo.



MAIS VISITADAS DO MÊS

Microempresas com capital social de R$ 200 mil e R$ 300 mil, alvos da Operação da Deccot, que cumpriu mandados também na Prefeitura do Recife, foram agraciadas com contratos de mais de R$ 18,6 milhões com a Prefeitura do Recife, na pandemia

Durante julgamentos de interesse da gestão Geraldo Julio, um dos quais envolvendo a Casa de Farinha, Conselheiros do TCE/PE perdem a calma, gritam e interrompem Procuradora que combate a corrupção no Governo de Pernambuco e na Prefeitura do Recife

Exclusivo: TJPE determina afastamento do Prefeito de Paulista, Junior Matuto, a pedido do Dracco, por desvios de R$ 21 milhões em PPP do lixo com a empresa Locar

"Grampos" da Operação Locador, do DRACCO, mostram temor de investigados de que chefões da gestão Matuto lhes fizessem "mal" e espanto com pagamentos em dinheiro vivo feitos pelo prefeito na compra de terrenos

É tetra! Prefeitura do Recife recebe a quarta "visita" da Polícia por fraudes na pandemia, desta vez foi a DECOT. A prefeitura nega envolvimento