"SÓ QUEM TEM DIREITO DE DECRETAR O MEU FIM É O POVO BRASILEIRO", AFIRMA LULA, LANÇANDO-SE CANDIDATO À PRESIDÊNCIA EM 2018


Acompanhado da presidenta do PT, a senadora Gleisi Hoffman e de vários nomes do Partido dos Trabalhadores e também do PDT e do PC do B, o ex-presidente Lula da Silva concedeu entrevista coletiva há poucos instantes, na sede do PT, em São Paulo, onde reafirmou sua convicção de que foi condenado sem provas pelo juiz Sergio Moro, numa decisão com propósito eminentemente político.

Lula, em mais uma de suas já famosas comparações, fez um paralelo entre sua condenação baseada em notícias de jornais com a situação segundo a qual um torcedor viesse a processar o Corinthians depois de ir assistir Messi jogar pelo time e constatar que o jogador jamais fora contratado pelo clube, baseando sua ação no fato da contratação ter sido noticiada pela Globo. É que um dos argumentos utilizados pelo juiz Sergio Moro como prova de que Lula seria dono do triplex do Guarujá foram notícias de jornais afirmando que ele o seria.

Em sua fala, Lula afirmou que se estavam pensando que com essa decisão impediriam sua candidatura em 2018, estavam enganados, pois agora, ele, Lula, era mais candidato do que nunca. Disse que iriam recorrer da decisão para garantir a candidatura e que só não seria candidato se seu Partido, o PT, não o quisesse e que a partir daquele momento, reivindicava para si o direito de se colocar como um nome à disposição do PT para a disputa presidencial de 2018.

A cada fala, Lula era fortemente aplaudido pelos presentes que entrecortavam seu discurso com gritos de "Lula Presidente!".

Lula encerrou seu discurso afirmando que só o povo brasileiro tem o direito de decretar seu fim político e que em vias de completar 72 anos, iria para a disputa com a mesma disposição de quando tinha 30, só que com muito mais experiência.


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