JUNGMANN, REFÉM DA SUPLÊNCIA E DE TEMER, AFIRMA QUE VOLTA AO MINISTÉRIO AMANHÃ



O ministro da Defesa Raul Jungmann (PPS), que tem como slogan "pense grande", afirma que sua exoneração do cargo de Ministro da Defesa, em edição extraordinária do Diário Oficial da União de ontem (Leia AQUI) foi para que pudesse renovar a suplência do ministro Mendonça Filho (DEM) que reassumiu o cargo de deputado federal, para votar contra a denúncia do procurador geral da República Rodrigo Janot.

Foi essa a razão pela qual Jungmann não reassumiu o mandado para votar a favor de Temer: Jungmann não tem um mandato, já que é suplente de Mendocinha e, portanto, não tinha nenhum mandato para reassumir. Com isso, o ministro da Defesa, que para assumir a suplência de deputado federal deixou o único cargo que tinha que era o de vereador do Recife (cargo que não renovou e que hoje é ocupado pelo vereador Ricardo Cruz, do PPS e que hoje é da base de apoio do prefeito Geraldo Júlio, do PSB) para não perder a vez na suplência de Mendocinha tem que ser exonerado do cargo de Ministro todas as vezes que o dono do cargo, no caso, Mendocinha, reassumir a titularidade.

Jungmann, assim, é, ao mesmo tempo, refém de Temer e de Mendocinha, pois a depender da vontade de um ou de outro  fica desempregado. Que independência tem um Ministro da Defesa para combater o crime organizado com operações espetaculares que tem que ser exonerado a cada necessidade de que o dono do cargo de que é suplente é acionado para votar contra as denúncias de corrupção movidas pela Procuradoria da República?

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