OPERAÇÃO TORRENTES: POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DESVIO DE R$ 2 MILHÕES PARA CAMPANHA DE GERALDO JÚLIO QUE DEVERIAM TER SIDO UTILIZADOS EM OBRAS CONTRA AS ENCHENTES



Relatório de Análise feita pela Controladoria Geral da União do material apreendido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Torrentes revela que a Polícia Federal investiga, desde o ano passado, denúncia de que dos recursos federais que foram repassados para a construção de pontes pela Operação Reconstrução, destinados ao socorro às vítimas das enchentes de atingiram Pernambuco em 2010 e que foi coordenada pelo então secretário de Planejamento Geraldo Júlio e pelo Coronel Mário Cavalcanti, "Dos recursos destinados à construção das pontes nos bairros de Maria Amália e Baeté, no Município de Barreiros/PE, R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) teriam sido desviados para custear a campanha a prefeito do Recife do candidato Geraldo Júlio apoiado pelo Governador de Pernambuco e outros R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) teriam sido repartidos entre servidores da Casa Militar do governo estadual citados nominalmente: Capitão Félix, Capitão Rosendo e Coronel Roberto."

De acordo, ainda, com a denúncia, "No período da campanha eleitoral para a Prefeitura do Recife, representantes da Casa Militar teriam procurado a Construtora A GASPAR S/A e celebrado nova avença com a empresa no valor de aproximadamente R$ 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de reais) após terem promovido a rescisão do contrato que havia sido firmado para a execução da mesma obra com a empresa TRIUNFO ENGENHARIA, mediante a Concorrência 001/2011 CELOR/CAMIL, composta por dois lotes adjudicados pelo valor total de aproximadamente R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais)." Ainda segundo a denúncia sob investigação da Polícia Federal "A ponte teria que ser terminada o mais breve possível para justificar os quase R$ 10.000.000,00 que seriam acrescidos, os quais corresponderiam à sobra do montante repassado pelo Governo federal mediante Convênio." 

Na denúncia são apontados os seguintes papeis para cada militar supostamente envolvido no esquema: "O coronel Roberto Gomes, Gerente Administrativo e Financeiro da Casa Militar controlaria o desvio, o Capitão Félix atuaria na Comissão de Licitação da Casa Militar, o Capitão Rosendo indicaria as soluções técnicas nas obras de engenharia e o Capitão Werner Walter seria o responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos desviados."

Durante as buscas e apreensões realizadas, com autorização da Justiça, pela Polícia Federal, nas empresas da organização criminosa comandada pelo empresário Ricardo Padilha, que detém contratos milionários com várias Secretarias do Governo de Pernambuco, mas, principalmente com a Casa Militar, foi localizado 01 (um) Conjunto de documentos no guarda-roupas da sala da empresa FJW, composto por notas-fiscais, comprovantes de inscrição de CNPJ e correspondências a prefeituras relativas a licitações. Dentre as notas fiscais chamaram atenção aquelas emitidas pela empresa em favor da Construtora A. Gaspar S/A, emitidas entre fevereiro e dezembro de 2013, totalizando R$ 144.000,00 (cento e quarenta e quatro mil reais), mas depois canceladas, supostamente para aquisição de 800 sacos de cimento.

De acordo com a análise da CGU, as notas apreendidas podem ter sido emitidas pela FJW Empresarial para acobertar o pagamento de propina.

Os militares investigados pela Polícia Federal por corrupção, hoje são coronéis da mais extrema confiança do governador Paulo Câmara e são os mesmos convocados pelo também Coronel Mário Cavalcanti para uma reunião dentro da Casa Militar, flagrada em grampo da Polícia Federal e que segundo depoimento de um dos convidados se destinava a promover ações judiciais para calar a editora deste Blog (Leia em CORONÉIS INDICIADOS POR CORRUPÇÃO NA OPERAÇÃO TORRENTES TRAMARAM AÇÕES PARA INTIMIDAR NOELIA BRITO.)














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