GILMAR E TOFFOLI LIVRAM FBC EM INQUÉRITO POR PROPINA PARA CAMPANHA DE EDUARDO CAMPOS, MAS DECISÃO FINAL FICA PARA LEWANDOVISKI



A dobradinha Gilmar Mendes/Dias Toffoli que compõe a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal juntamente com os ministros Ricardo Lewandoviski, Celso de Mello e Edson Fachin, votou contra o recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), pré-candidato ao governo de Pernambuco, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos juntamente com os empresários Aldo Guedes e João Carlos Lyra em benefício da campanha do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Segundo a denúncia, os três teriam pedido e recebido de empreiteiras o valor de R$ 20 milhões em propina para a campanha do ex-governador, falecido num acidente aéreo, durante a campanha presidencial de 2014.

Os dois ministros que votaram contra o recebimento da denúncia são conhecidos por suas ligações com partidos políticos. Gilmar Mendes foi Advogado Geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e teria estreitas ligações com o PSDB, enquanto Dias Toffoli que foi Advogado Geral da União do governo Lula, teria estreitas ligações com o PT. 

Quanto a Aldo Guedes e João Carlos Lyra, Gilmar e Toffoli defenderam a remessa dos autos à Justiça de Primeiro Grau em razão de não terem foro privilegiado. Guedes é filiado ao PSB e tem sido apontado em todas as delações premiadas que comprometem seu partido como o encarregado pelas negociações de propinas em nome do PSB e de Eduardo Campos.

O relator do Inquérito 4005, Edson Fachin, votou pelo recebimento da denúncia, no que foi acompanhado pelo decano do STF, ministro Celso de Mello, entretanto, em razão do empate, o julgamento foi suspenso para aguardar o voto de desempate do ministro Ricardo Lewandoviski.

A decisão explica o porquê de Fernando Bezerra apresentar tamanha desenvoltura em suas caminhadas como pré-candidato ao governo de Pernambuco, principalmente quando afirmava não perder um só segundo de sono com os processos que responde já que, segundo o próprio FBC nenhum deles poderá atingi-lo sem atingir em cheio o próprio PSB e quem sabe até o governo Paulo Câmara.

* Postagem editada

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