"GRAMPO" APONTANDO ENVOLVIMENTO DE DEPUTADO FEDERAL NO CASO DA TORNOZELEIRA DO PREFEITO DE CATENDE PODE DESLOCAR O CASO PARA STF





Fontes ligadas às investigações do caso da tornozeleira eletrônica, do ex-prefeito de Catende, Otacílio Cordeiro, do PSB, que culminou com uma denúncia por organização criminosa da Subprocuradoria Geral de Justiça, curiosamente apenas contra o Secretário Executivo de Ressocialização, Cícero Márcio, o coronel da PM (aposentado), Adalberto Carvalho e os terceirizados do TJPE, Geilson Sátiro e André Magno, afirmam, sob a condição de anonimato, que se a Procuradoria Geral da República tomar conhecimento do Relatório da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública  - DECASP, poderá enxergar além do que viu o MPPE.



É que pelo menos uma autoridade com foro privilegiado no STF, aparece nas interceptações telefônicas como "o responsável por aproximar o pleito da família CORDEIRO dos secretários PEDRO EURICO, FIGUEIRA e CÍCERO." Trata-se do deputado federal Cadoca que aparece nas conversas interceptadas pelo Sistema Guardião dizendo para o investigado-interceptado Paulo Alves Cordeiro, filho de Otacílio Cordeiro, para ele "mandar brasa" e que está "trabalhando para resolver isso", referindo-se à troca dos termos do ofício que levaram à denúncia contra Cícero Márcio por Advocacia Administrativa e Organização Criminosa pela Subprocuradoria Geral de Justiça (Saiba os detalhes do caso acessando a reportagem do G1 AQUI


Em outro trecho das interceptações telefônicas que constam do Relatório do Inquérito, o mesmo Paulo aparece dizendo que teria sido o Deputado Federal Cadoca o encarregado de "explicar" ao Secretário Figueira como eles queriam o texto do ofício, pois, segundo o interceptado Paulo, "Pedro Eurico teria explicado diferente".

Com a revelação de que o relatório do inquérito policial aponta um deputado federal como "o responsável por aproximar o pleito da família CORDEIRO dos secretários PEDRO EURICO, FIGUEIRA e CÍCERO é surpreendente que a Subprocuradoria não tenha encaminhado o caso imediatamente à Procuradoria Geral da República, por competência, já que caberia somente a esta decidir ser ou não o caso de também denunciar o deputado federal ou, quiçá, determinar o aprofundamento das investigações. 





















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