PÂNICO DE PERDER FORO PRIVILEGIADO ESTARIA POR TRÁS DE ACORDÃO DE HUMBERTO COSTA COM PSB PARA RIFAR MARÍLIA ARRAES

SABOTAGEM:Conchavo para "rifar" candidatura própria do PT
e beneficiar Paulo Câmara que enfrenta altos índices de rejeição
 e que está empatado nas pesquisas, atrás do senador Armando Monteiro,
 com a vereadora Marília Arraes, pré-candidata petista ao governo de
Pernambuco, estaria em curso e seria orquestrado
pelo senador Humberto Costa 

O Blog do Edmar Lyra revelou, ontem, a existência do que seria um acordo que estaria sendo costurado pelo senador Humberto Costa, o eterno "manda-chuva" do PT, com o governador Paulo Câmara, cujo propósito seria "rifar" a candidatura própria de seu próprio Partido, o PT, que tem a pré-candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes, empatada nas pesquisas de opinião, em segundo lugar, justamente com ninguém menos que o próprio Paulo Câmara, principal beneficiário do conchavo, já que todas as projeções apontam Marília Arraes como a única candidata capaz de derrotar Paulo Câmara num eventual segundo turno.

PESQUISA DO INSTITUTO MÚLTIPLA COLOCA A PETISTA MARÍLIA ARRAES EM SEGUNDO LUGAR NA PREFERÊNCIA DO ELEITORADO PERNAMBUCANO, EMPATADA TECNICAMENTE COM O GOVERNADOR PAULO CÂMARA (FONTE: BLOG DO INALDO SAMPAIO)

Segundo o Blog do Edmar Lyra, o conchavo para rifar a candidatura de Marília Arraes teria pautado as conversas entre os políticos presentes ao tradicional Baile Municipal do Recife, que costuma reunir, nos camarotes, os aliados políticos do prefeito da Capital  pernambucana do momento e que, atualmente, é Geraldo Júlio, do PSB de Paulo Câmara.

Ainda segundo o Blogueiro Edmar Lyra, que costuma ser muito bem informado, "Nos bastidores do Baile Municipal não se falava noutra coisa senão na informação de que o governador Paulo Câmara oferecerá uma vaga na chapa majoritária ao PT, que seria ocupada pelo ex-prefeito do Recife, João Paulo. A dúvida seria se ele se candidataria a vice-governador ou a senador. Além desta oferta, há a informação de que o vereador Jairo Britto assumiria uma secretaria no Recife para abrir espaço para João da Costa, e ainda seria garantida a estrutura do PSB para eleger Osmar Ricardo deputado estadual. Por fim, Humberto Costa ficaria livre para disputar um mandato de deputado federal. Nesta conta, a fatura de Marília Arraes estaria paga pelo PSB, e o PT a sacrificaria sob a tese de encurtar o caminho para chegar ao governo." (Leia em A oferta tentadora ao PT para sacrificar Marília Arraes)



Em sua Coluna de hoje, Edmar Lyra reitera, em nota, o que afirmou ontem: "Pacote – No pacote que  visa tirar de uma vez por todas a candidatura de Marília Arraes ao governo estão a garantia do mandato a João da Costa com a indicação de Jairo Brito para o secretariado de Geraldo Julio, a ida de João Paulo para a majoritária de Paulo Câmara, e as vitórias de Osmar Ricardo para estadual e Humberto Costa para federal. Essa é a conta para “pacificar” o PT e reinseri-lo na Frente Popular." (Leia em Pacote – No pacote que visa tirar de uma vez por todas a candidatura de Marília Arraes)

Aldo Rebelo deixou o PC do B para se filiar ao PSB e tem se colocado como pré-candidato do Partido de Paulo Câmara à Presidência da República por seu novo Partido. Deputados pernambucanos, como Danilo Cabral têm defendido que o PSB lance candidatura própria à presidência da República.


A se confirmar a informação de que o senador Humberto Costa estaria capitaneando tal conchavo, cuja finalidade seria, claramente, sabotar o próprio Partido em prol de interesses pessoais dele e de outros políticos que já se mostraram inviabilizados eleitoralmente, a exemplo dos ex-prefeitos João Paulo e João da Costa, que vêm de sucessivas derrotas justamente para o PSB, com quem Humberto Costa agora pretende se aliar, confirmam-se, também, as especulações de que Humberto Costa estaria desesperado ao perceber que ele mesmo não reuniria condições para conquistar sequer um mandato de deputado federal e, muito menos, para renovar o mandato de senador, perdendo, assim, o chamado foro privilegiado que mantém o inquérito que responde em razão de delações que o incriminariam na Operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, onde os processos não andam, diferentemente do que ocorre com os processos que tramitam perante os Juízos de Primeira Instância, a exemplo daqueles que têm como réus os ex-prefeitos João Paulo e João da Costa, por contratos considerados fraudulentos, pelo Ministério Público de Pernambuco, envolvendo empresas de limpeza urbana e, no caso do ex-prefeito João Paulo, a contratação da consultoria FINATEC, por preços superfaturados e que já lhe valeram uma condenação criminal em concurso de agentes, com o vice-prefeito do Recife, portanto aliado do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara, Luciano Siqueira e que pode, inclusive deixá-lo inelegível.

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O que mais chama atenção na insistência de Humberto Costa e João Paulo em fechar esse acordo destinado a apoiar a reeleição de Paulo Câmara é o fato de que o PSB sequer cogita apoiar uma candidatura petista à presidência da República, principalmente depois da confirmação da condenação de Lula, pelo TRF da 4ª Região, o que poderá deixar o próprio Lula inelegível, em razão da chamada Lei da Ficha Limpa. 

O próprio PSB está rachado internamente quanto ao lançamento de uma candidatura própria ou ao apoio à candidatura do tucano Geraldo Alckimim à Presidência, repetindo, aliás, a aliança com o PSDB, feita nas eleições passadas, quando apoiaram Aécio Neves contra o PT, no segundo turno das eleições presidenciais.

O apoio a Alckmim se daria em troca do apoio do PSDB à candidatura de Márcio França, do PSB, ao governo de São Paulo. França é vice-governador daquele Estado e assumirá o governo tão logo Alckmim renuncie para concorrer à presidência. 

Em Pernambuco, ninguém do PSB cogita apoiar Lula ou qualquer candidato do PT à presidência. O deputado federal Danilo Cabral, inclusive, tem postado em grupos de WatsApp que o PSB deve ter candidatura própria à presidência, ignorando totalmente a postulação petista ao Planalto.

No PT, lideranças como o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, a deputada Teresa Leitão, o ex-deputado federal Fernando Ferro, o presidente da CUT/PE, Carlos Veras, o MST e vários movimentos sociais ligados ao Partido, além de 80 diretórios municipais e vereadores de todos os municípios onde o PT tem representação, já declararam apoio à candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, não há, portanto, qualquer explicação dentro da lógica de uma tática eleitoral que favoreça o conjunto do Partido dos Trabalhadores, que justifique a atitude de figuras como Humberto Costa, João Paulo, João da Costa e os demais citados na nota de Edmar Lyra, de desprezarem o conjunto da militância, dos movimentos sociais e demais lideranças, para rifar uma candidatura que já atingiu mais de 14% da preferência do eleitorado pernambucano, sem jamais ter, sequer, disputado uma eleição majoritária. Dá, portanto, para desconfiar que tamanha discrepância com o bom senso, a boa política e qualquer resquício de ética que se poderia esperar desses personagens anteriormente citados, só possa ter origem na defesa de interesses próprios, personalistas e o que seria ainda pior, na busca de foro privilegiado, algo que devemos combater com todas as nossas forças, pois já está provado que se transformou em moeda de barganha e campo farto para a impunidade para políticos e certas autoridades por eles nomeadas para cargos que deveriam ser ocupados por mérito e não por apaniguamento.


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