ESCUTAS TELEFÔNICAS INDICAM MOTIVAÇÃO POLÍTICA PARA ASSASSINATO DA VEREADORA MARIELLE FRANCO E DESCARTAM MOTIVAÇÕES PESSOAIS QUE HAVIAM SIDO PROPAGADAS POR "FAKE NEWS", DENTRE OS PROPAGADORES DAS FAKE NEWS ESTAVAM UM DELEGADO DE PERNAMBUCO, UMA DESEMBARGADORA DO RIO E UM DEPUTADO FEDERAL



Em entrevista ao programa "Estúdio i",  da GloboNews, na tarde de ontem, o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, General Richard Nunes, revelou que escutas telefônicas realizadas com autorização da Justiça, no inquérito que investiga as execuções da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, associadas a outras provas do inquérito, que já conta com mais de 300 páginas, já possibilitam descartar totalmente motivações pessoais ou o envolvimento de assessores com algum interesse pessoal nos crimes. 

Ainda segundo o Secretário, diante das provas já coligidas, a principal linha de investigação é no sentido de que se trata, de fato, de um crime político, motivado pela atuação política da parlamentar e até a posições de futuro a que a vereadora poderia chegar: "Não há dúvida de que a atuação política dela, o que ela representa politicamente,  não só o que ela representa no momento, mas até a projeção de futuro do que ela poderia representar, indica que a gente tem que ter um olhar mais acurado nessa direção, então, isso é inegável. Havia outros rumores sobre outros tipos de ligações até de área pessoal, isso aí nós estamos descartando. A área pessoal não tem nada a ver. Outra coisa também que se disse que poderia ser, a questão de relacionamento com assessores, demissões, não foi nada disso. Não houve demissão, o que houve foi remanejamento interno."

As investigações estão a cargo de uma equipe de delegados especiais, sob o comando do delegado Geneton Lages, chefe da Divisão de Homicídios da Capital do Rio de Janeiro que se reúne semanalmente com o General Richard Nunes para passar o relatório sobre o andamento das investigações e diariamente repassa os avanços obtidos para o deslinde do caso que, ainda segundo o General Richard Nunes, já recebeu 70 ligações do Disk Denúncia.

As "fake news", propagando mentiras contra Marielle Franco incluíam as falsas acusações difamatórias de que a parlamentar seria "mulher de bandido" e que teria "mudado de facção criminosa" e foram compartilhadas e reproduzidas,  por incrível que pareça, por uma desembargadora do Rio de Janeiro, um deputado federal e por um delegado de polícia de Pernambuco, contra os quais já há representações tramitando junto ao Ministério Público, ao CNJ, ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. A sociedade, que não compactua com as práticas desses indivíduos que deveriam honrar as funções que ocupam em vez de espalharem inverdades e ofensas contra a vítima, anseia pela rápida elucidação do caso, com a prisão e condenação dos assassinos e mandantes, bem como pela exemplar punição para as autoridades propagadoras de "fake news" contra Marielle Franco.

Vejam alguns exemplos de compartilhamentos de fake news cujo conteúdo foi definitivamente descartadas pela equipe de investigadores da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e pelo Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, General Richard Nunes:






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