EX-MINISTRO DA DITADURA MILITAR, DELFIM NETTO É ALVO DA 49ª FASE DA LAVA JATO POR LEVAR 10% DA PROPINA EM BELO MONTE PARA PT E PMDB

CORRUPÇÃO QUE ATRAVESSA AS EX-MINISTRO DA DITADURA, DELFIM NETTO É PEGO NA LAVA JATO POR COMISSÃO EM PROPINA PARA PT E PMDB


O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento da Ditadura Militar, Delfim Netto é o principal alvo da 49ª Fase da Operação Lava Jato, que foi apelidada de "Operação Buona Fortuna". Segundo a Procuradoria da República do Paraná, Delfim Netto, que teve expedidos mandados de Busca e Apreensão contra si, de  teria recebido R$ 15 milhões em propina disfarçados sob a forma de contratos fictícios de prestação de serviços de consultoria sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Além de Delfim Netto, seu sobrinho, o empresário Luiz Appolonio Neto, também foi alvo da medida. Pelo menos R$ 4 milhões desse valor já teriam sido rastreados pelos investigadores.

Delfim Netto teria sido beneficiário de 10% de toda a propina paga pelas empreiteiras Camargo Correia, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, todas integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte, aos partidos PMDB e PT, em razão de sua atuação na estruturação do consórcio Norte Energia.

Em nota divulgada pelo MPF do Paraná, “As provas indicam que o ex-ministro recebeu 10% do percentual pago pelas construtoras a título de vantagens indevidas, enquanto o restante da propina foi dividido entre o PMDB e o PT, no patamar de 45% para cada partido”.

No  Sistema Pagamento de Propinas da Odebrecht (“Drousys”), Delfim Netto é registrado com o codinome “Professor” e para esse codinome foram registrados pagamentos de propina. Além disso, segundo os investigadores, “as apurações demonstraram que realmente não foi prestado nenhum serviço pelo ex-ministro às empreiteiras que efetuaram os pagamentos”.

De acordo com o MPF, há fortes indícios de que o consórcio Norte Energia teria sido favorecido por agentes do governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Posteriormente a isso, ainda segundo o MPF, "mediante acordos de corrupção, a Norte Energia direcionou o contrato de construção da usina a outro consórcio, formado por empresas que deveriam efetuar pagamentos de propina em favor de partidos políticos e seus representantes, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos”.

Todo o esquema foi desbaratado a partir dos chamados "acordos de leniência" firmados pelo Ministério Público Federal com as empresas Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, juntamente com os acordos de colaboração premiada celebrados com os executivos dessas empresas, homologados pelo Supremo Tribunal Federal, em razão do envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.

Parte das investigações permanece em curso na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e a apuração dos fatos ilícitos relativos a pessoas sem prerrogativa de foro foi remetida à 13ª Vara Federal de Curitiba.

Além dos acordos de leniência e de colaboração premiada, “Durante a investigação, foram realizadas diversas diligências como afastamento de sigilos bancário, fiscal, telemático e de registros telefônicos, que revelaram a existência de estreitos vínculos entre os investigados e corroboraram com os ilícitos narrados pelos colaboradores”, afirma a nota do MPF.


MAIS VISITADAS DO MÊS

Entidades ligadas a empresário preso hoje pela PF, por desvios na Saúde, receberam mais de R$ 781 milhões do Estado e de Prefeituras pernambucanas

EXCLUSIVO: PF PRENDE PREFEITO E VICE DE AGRESTINA

Forbes: Lista de bilionários brasileiros traz 16 cearenses e 6 pernambucanos. Saiba quem são.

Operação Desumano: Orcrim que assalta cofres da Saúde do povo pernambucano há anos é desbaratada em megaoperação da PF, CGU, MPF e MPPE (GAECCO). Prefeituras do Recife e de Jaboatão e empresário, líder da ORCRIM, entre os alvos