Munição usada na morte de Marielle Franco foi roubada na sede dos Correios na Paraíba, diz Jungmann



O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado) 


Depois das revelações de que as munições utilizadas para assassinar a vereadora do PSOL Marielle Franco pertenceriam a um lote adquirido pela Polícia Federal do Distrito Federal  em 2006, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira (16), ao G1, que as munições teriam sido roubadas na sede dos Correios, na Paraíba. 

Ao G1, Jungmann disse: "Essa munição foi roubada na sede dos Correios, pela informação que eu tenho, anos atrás na Paraíba. E a Polícia Federal já abriu mais de 50 inquéritos por conta dessa munição desviada". 

O ministro disse ainda acreditar que as cápsulas teriam sido "efetivamente roubadas" e que, também, teriam "a ver com a chacina de Osasco, que já se sabe, e que a Polícia Federal está fazendo todo seu rastreamento, levantando todos os dados e vai apresentar muito em breve as conclusões às quais chegou". 

Raul Jungmann revelou também que a Polícia Federal determinou ao melhor especialista em impressões digitais e em DNA que colha o material genético nas cápsulas: ""A PF tem um banco de dados e vai colocar esse material coletado para identificar [impressões digitais], o que já seria uma pista segura no que diz respeito a quem realizou o crime".

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