PREFEITA DE IPOJUCA EXONERA SECRETÁRIO ALVO DA RATATUILLE, MAS SILENCIA SOBRE CONTRATO COM A CASA DE FARINHA



A prefeita de Ipojuca Célia Sales, do PTB, exonerou o advogado Paulino Valério da Silva Neto do cargo de Secretário de Planejamento e Gestão de seu governo, após a revelação de que seu auxiliar seria o dono das caixas de sapato recheadas com mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo apreendidas pela Polícia Civil na Operação Ratatuille que investiga o envolvimento do ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho e de oito ex-secretários daquele Município, além de parentes do ex-prefeito em contratos superfaturados com pelo menos oito empresas em valores que podem superar a marca de R$ 133 milhões. Na época desses contratos, Paulino Valério era titular da Secretaria Executiva de Logística do Cabo de Santo Agostinho.

Uma das denúncias mais graves atribuídas aos investigados é o de contratar a empresa Casa de Farinha S/A (que mudou o nome para Plural recentemente) para fornecer a merenda escolar para os alunos da rede pública de ensino do Município tendo enriquecido ilicitamente por meio desses contratos enquanto a empresa fornecia comida podre para as crianças, além de entregar os alimentos em quantidades inferiores àquelas contratadas. 

Em entrevista coletiva, a delegada Patrícia Domingues revelou que em algumas escolas além da confirmação da entrega de comida estragada e de má qualidade se observou casos em que um único peito de franco era utilizado para fazer uma canja para mais de 300 crianças.

Apesar de exonerar o auxiliar, a prefeita de Ipojuca não se pronunciou sobre o fato da Prefeitura de Ipojuca também manter contratos com a mesma Casa de Farinha, tendo sido inclusive mencionado pelo relatório do TCE que deu origem à Operação Ratatuille como cidade sede da cozinha onde os alimentos fornecidos para as crianças do Cabo eram confeccionados. Se os alimentos fornecidos para as crianças do Cabo eram feitos na mesma cozinha que os fornecidos para as crianças de Ipojuca é de se esperar que apresentem a mesma falta de qualidade. Seria oportuno que tanto a atual gestão de Ipojuca quanto a passada justificassem a manutenção de contrato com essa empresa, o mesmo vale para a atual gestão do Cabo que aditivos, sem licitação, os contratos assinados por Vado da Farmácia.

Por sua vez, confome revelamos com exclusividade aqui mesmo em nosso Blog, a Prefeitura do Recife já pagou mais de R$ 500 milhões para que a Casa de Farinha fornecesse a merenda escolar para as crianças do Recife. Será que somente a Merenda fornecida para o Cabo e durante a gestão de Vado da Farmácia era "podre" e "superfaturada"?


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