PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELA JUSTIÇA DE TIMBAÚBA EM PROCESSO DA OPERAÇÃO OURO BRANCO IMPEDE SOLTURA DE RICARDO PADILHA, CÚMPLICE DE CORONEIS DENUNCIADOS POR DESVIOS NA OPERAÇÃO TORRENTES E QUE FOI BENEFICIADO POR HABEAS CORPUS NO TRF5



O empresário Ricardo Padilha, considerado um dos líderes da Máfia da Merenda em Pernambuco e que, juntamente com coronéis da Casa Militar do Governo do Estado de Pernambuco comandou, de acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, um gigantesco esquema de corrupção em órgãos públicos estaduais que consistia em fraudes em licitações e superfaturamento de contratos, foi beneficiado, hoje, por uma decisão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região estendendo-lhe os efeitos do Habeas Corpus que fora concedido aos co-réus Ítalo Jaques e Rafaella Carrazone Padilha. De acordo com o relator do HC impetrado pela defesa de Ricardo Padilha, o desembargador federal Carlos Rabelo, não haveria suporte fático para que Padilha tivesse tratamento diferenciado daquele dispensado aos demais co-autores.

Entretanto, Ricardo Padilha não deve deixar a prisão já que contra ele ainda existe uma ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça Estadual, mais precisamente pela 1ª Vara da Comarca de Timbaúba, a pedido do Ministério Público Estadual, conforme noticiado, com exclusividade por este blog (Leia em A PEDIDO DO MPPE, JUSTIÇA DECRETA MAIS UMA PREVENTIVA CONTRA RICARDO PADILHA, ACUSADO DE LIDERAR ORCRIM QUE DESVIOU RECURSOS DE VÍTIMAS DAS ENCHENTES).

O Juiz de Direito José Gilberto de Souza, da 1ª Vara da Comarca de Timbaúba decretou a prisão preventiva de Ricardo Padilha no dia 27 de fevereiro passado, a pedido do  Promotor de Justiça João Elias da Silva Filho, da 1ª Promotoria de Justiça daquela Comarca onde responde pelo Crime de Formação de Quadrilha, Sonegação Fiscal e Lavagem de Dinheiro, em processo que tramita naquela Vara, desde 2008, pronto para julgamento, decorrente da Operação Ouro Branco, da Polícia Civil de Pernambuco).

No pedido de prisão preventiva que foi acatado pelo Juiz da 1ª Vara de Timbaúba, o MPPE destaca que o réu Ricardo Padilha fora preso em 2008 por formação de quadrilha quando chegou inclusive a ser acusado de adulterar alimentos que comercializava e beneficiado com a liberdade que aproveitou para formar nova quadrilha e perseverar na vida criminosa. Tal argumento serviu para reforçar a necessidade de ser novamente segregado preventivamente. (Assista AQUI ao vídeo com a prisão de Ricardo Padilha na Operação Ouro Branco, da Polícia Civil de Pernambuco).

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