VEREADORA DO PSOL RELATORA DA COMISSÃO ENCARREGADA DE FISCALIZAR INTERVENÇÃO FEDERAL DO RIO É EXECUTADA A TIROS E COMPROVA COM A PRÓPRIA VIDA QUE INTERVENÇÃO MILITAR DE TEMER NÃO PASSA DE UMA GRANDE FARSA

Marielle Franco, vereadora do PSOL/RJ foi executada na noite dessa quarta-feira quando saía de um evento de seu mandato no Bairro da Lapa, Região Central da Capital Fluminense (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)



A vereadora Marielle Franco (39), quinta mais votada nas eleições de 2016, para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, representando o PSOL, foi executada com tiros na cabeça na noite desta quarta-feira, por volta da 21:30hs, no interior do veículo em que se deslocava para sua residência, na Tijuca juntamente com seu motorista e uma assessora, depois de participarem de um evento promovido pelo mandato da parlamentar, chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na Lapa.

Segundo a Polícia Militar, na altura na Rua Joaquim Palhares com João Paulo I, no Estácio, bandidos teriam emparelhado um carro ao lado do veículo onde estava a vereadora do PSOL efetuando pelo menos nove disparos que atingiram a parlamentar e o motorista que também faleceu no local. A assessora de Marielle não foi atingida pelos disparos, mas por estilhaços e foi levada para atendimento em um hospital.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios (DHPP) que suspeita de crime de mando em razão das características do crime.


Carro em que Marielle estava quando foi baleada (Foto: Divulgação) 


Uma dia antes de ser assassinada, Marielle reclamou da violência na cidade, no Twitter. No post, ela questionou a ação da Polícia Militar:

"Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?" 

Na mesma rede social, Marielle chamou o 41° BPM de "Batalhão da morte", no sábado (10): "O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens", escreveu ela. 

A parlamentar do PSOL havia anunciado em suas Redes Sociais, no último dia 28 de fevereiro, que se tornara relatora da Comissão que iria acompanhar a Intervenção Federal no Rio.

Na postagem, a vereadora esclarecia que a Comissão teria como objetivo "fiscalizar o Poder Público, visitar territórios, colher dados, solicitar informações e organizar reuniões sobre a Intervenção no Município." Marielle também se manifestou expressamente contrária à Intervenção: "sabemos que ela é uma farsa com objetivos eleitoreiros!"



Marielle Franco era Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando assessorava o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo que apareceu extremamente abalado em entrevista ao Jornal da Globo, falando sobre a companheira de lutas e de partido.


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