Até ameaças de morte teriam sido feitas por Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira contra testemunhas para que mudassem depoimentos na Lava Jato contra parlamentares do Partido. Apartamento de Dudu da Fonte em Boa Viagem também foi alvo de buscas e apreensões

Eduardo da Fonte é o principal articulador da chapa proporcional formada por PP, PC do B, PDT, Solidariedade e PSL para dar suporte à reeleição do Governador Paulo Câmara do PSB

A Polícia Federal em Pernambuco acaba de confirmar que uma equipe de policiais federais cumpriu um mandado de Busca e Apreensão no apartamento residencial do Deputado Federal Eduardo da Fonte, do PP, no Recife, por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. O deputado mora em um apartamento de luxo na Av. Boa Viagem, um dos metros quadrados mais caros do País. Durante as buscas, os agentes federais, que vieram especialmente para cumpri o mandado, apreenderam um celular do deputado federal Eduardo da Fonte, que se encontrava no local e acompanhou as diligências.

Dudu da Fonte, como é conhecido, é alvo de uma nova fase da Lava Jato por suspeitas de obstrução da Justiça que teria praticado juntamente com o presidente de seu partido, o senador Ciro Nogueira, do Piauí. Um ex-deputado do PP, Marcio Junqueira, de Roraima, foi alvo de mandado de prisão. Com informações da Assessoria de Comunicação da PF/PE.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos apartamentos funcionais dos parlamentares e em seus gabinetes, no Congresso Nacional.

O PP tem atualmente a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados e será o "suporte" da candidatura à reeleição do governador Paulo Câmara, principalmente pelo tempo de TV. Segundo os blogs de política têm noticiado, Eduardo da Fonte em troca do apoio à reeleição de Paulo Câmara já teria recebido a Secretaria de Assuntos Econômicos e a Superintência de SUAPE.

Ex-assessor parlamentar de Ciro Nogueira, que se encontra sob proteção do serviço de proteção a testemunhas, contou aos investigadores da Lava Jato que os parlamentares alvos da Operação de hoje ameaçavam testemunhas até de morte para coagi-las a mudarem depoimentos que comprometessem os parlamentares do PP, partido que tem 21 investigados pela Lava Jato. O pagamento de suborno a testemunhas também teriam sido delatados pelo ex-assessor de Nogueira.

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