Empresa flagrada servindo comida podre para alunos das escolas públicas de Pernambuco promove assédio judicial contra Editora do blog da Noelia Brito na tentativa de intimidá-la e cessar denúncias do Blog contra malfeitos da empresa, também apontados pela Polícia Civil, pelo MPPE e pelo TCE/PE

Registro fotográfico feito pela Auditoria do TCE/PE, da carne fornecida às crianças do Cabo, pela Casa de Farinha
A empresa Casa de Farinha, que recentemente mudou seu nome de fantasia para Plural terceirizações, pouco antes da deflagração da Operação Ratatuille, desencadeada pela Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (DECASP), pelo Ministério Público de Pernambuco (Promotoria do Cabo de Santo Agostinho) e pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, iniciou verdadeiro assédio judicial contra a editora deste Blog, por meio de uma enxurrada de Queixas-Crimes, numa evidente tentativa de intimidar, calar e censurar nosso Blog que revelou, em primeira mão, que o Município do Cabo de Santo Agostinho, tanto na gestão do ex-prefeito Vado da Farmácia, quanto na atual gestão do prefeito Lula Cabral, tinham assinado contratos milionários com essa empresa, que foi fundada por Romero Pontual, ex-presidente da CEASA, durante as gestões do ex-governador Eduardo Campos (já falecido) e por seu filho, Romero Pontual Filho. Atualmente, a Casa de Farinha aponta em seus registros junto à JUCEPE, de acordo com os documentos que a própria empresa forneceu nas queixas-crimes movidas contra nossa Editora, como sócios, o próprio Romero Filho e Rodrigo Fabrício de Arruda, que foi alçado à condição de Diretor Presidente da empresa que ora assedia a Editora deste Blog, na tentativa de calá-la, deixando o sócio Romero Filho a condição de sócio administrador para ser "apenas" sócio.

A perseguição biltre da empresa Casa de Farinha contra a editora de nosso Blog, Noelia Brito, soma-se a outras tentativas de intimidação por meio de ações judiciais e abuso do poder econômico de outras empresas e empresários alvos de Operações da Polícia Federal e da Polícia Civil de Pernambuco, por meio da contratação de bancas de advogados caríssimos que estimulam seus clientes a promoverem tais ações na busca de lucro fácil, ainda que cientes de que patrocinam denunciações caluniosas em série e de que o exercício da Advocacia não exime o advogado de responder por esse crime, nem muito menos pelo de calúnia, o mesmo podendo ser aplicado a seus clientes, mas estes, para tais advogados cujo único propósito na vida é enriquecer, quanto mais processos responderem, melhor. 

As tramoias para constranger a Editora de nosso Blog, Noelia Brito, chegaram a ser registradas em interceptações telefônicas da Polícia Federal, feitas com autorização da Justiça, no âmbito da Operação Torrentes, na qual, por uma incrível coincidência, o empresário Romero Pontual, fundador da Casa de Farinha e pai de um dos seus sócios, o também empresário Romero Pontual Filho, foi alvo de condução coercitiva. Foi na Operação Torrentes, cujos contratos superfaturados da Casa Militar do Governo de Pernambuco (que já vai na 4ª Denúncia, mas várias ainda virão) com empresas em nome de "laranjas", agenciados por um assaltante de bancos, que o verdadeiro conluio para intimidar nossa editora veio à tona (CORONÉIS INDICIADOS POR CORRUPÇÃO NA OPERAÇÃO TORRENTES TRAMARAM AÇÕES PARA INTIMIDAR NOELIA BRITO.), patrocinado por Coronéis da Polícia Militar de Pernambuco, que, segundo o MPF e a Polícia Federal, eram beneficiários do esquema, inclusive pelo recebimento de "propina". É facilmente perceptível que as interceptações telefônicas reveladas pelo Ministério Público Federal em um dos vários pedidos de prisão preventiva contra os alvos da Torrentes, coincidem com o período em que a empresa Casa de Farinha e seus sócios iniciaram essa verdadeira sanha persecutória contra nosso Blog, que é reconhecidamente um instrumento de combate à corrupção em nosso Estado.

Assim como na Operação Ratatouille, que desmascarou contratos superfaturados e o fornecimento de alimentos podres ou de má qualidade ou, ainda, em menor quantidade do que o contratado, pela Casa de Farinha ao Município do Cabo de Santo Agostinho e que foi antecedida por publicações sobre tais contratos no Blog da Noelia Brito, também na Operação Torrentes, as publicações que foram comentadas pelos Coronéis da Casa Militar de Pernambuco e que deveriam ser coibidas por meio de ações judiciais, feitas pelo Blog da Noelia Brito, também antecederam à Operação.

Está claro que virou uma forma de intimidação para evitar que o Blog da Noelia Brito publique informações relevantes a investigações policiais de combate à corrupção, a promoção, por meio de empresas que sabedoras das irregularidades que cometem, acabarão sendo alvo de alguma Operação, mover processos criminais contra a Editora do Blog, na tentativa de inviabilizar seu trabalho cidadão de combate à corrupção, quando, na verdade, quem deveria responder a processos criminais seriam os sócios, representantes legais dessas empresas e os maus servidores ou agentes públicos que com elas firmam contratos superfaturados e que deliberadamente não são fiscalizados em suas execuções, a exemplo do Caso da própria Casa de Farinha, flagrada na Ratatuille fornecendo alimentos podres para crianças das escolas públicas. Mas não apenas no Cabo e Santo Agostinho. Em outros Municípios, como Ipojuca, onde contratos com essa empresa se arrastam há anos apesar de denúncias em Inquéritos Civis Públicos do MPPE, quanto às péssimas condições dos alimentos fornecidos ou mesmo no Município do Recife, onde o Sindicato dos Profissionais da Educação do Município, SIMPERE, já protocolou pelo menos duas denúncias junto ao MPPE e uma terceira junto ao TCE questionando os contratos da merenda com a Casa de Farinha e com outras empresas por esta sucedida.

Por certo e por óbvio que não são as denúncias publicadas em nosso Blog que desencadeiam as Operações policiais contra a Casa de Farinha ou outras empresas de merenda escolar ou seja lá que tipo de serviço ou fornecimento fizer para órgãos públicos. O que faz com que as autoridades policiais atuem é o crime e quem tem cometido crimes que despertam o interesse da Polícia Federal e da Polícia Civil de Pernambuco em razão de sua alta periculosidade e sordidez e capacidade de produzir danos ao Erário não é a Editora do Blog da Noelia, mas, sim, que comete a atrocidade de desviar dinheiro de vítimas das enchentes e quem serve comida podre para crianças carentes que como bem lembrou a delegada Patrícia Domingos, de Combate aos Crimes Contra a Administração Pública, muitas das vezes só têm aquela única refeição no decorrer do dia.

À Justiça de Pernambuco, apresenta-se a oportunidade de dizer de que lado está: do povo ou daqueles que vilipendiam seus direitos mais sagrados, como o de não morrer de fome, por exemplo!




Aos 22 minutos e 45 segundos, a Conselheira do TCE, Teresa Duere fala que ela mesma foi nas escolas e pode observar, pessoalmente, a péssima qualidade da Merenda fornecida pela Casa de Farinha no Cabo de Santo Agostinho: "Junto com o Ministério Público, tivemos a oportunidade de apurar profundamente. Eu mesma tive a experiência de ir em uma ou duas escolas e verificar, pessoalmente! Era uma merenda extremamente pobre e sem nenhum significativo. Ninguém me contou, eu vi! E a gente verificou que efetivamente, nem livros pré-didáticos, nem merenda chegava ao aluno. E o interessante é verificar que quem recebia nas escolas este alimento que a empresa levava era o empregado da empresa. Então, muitas vezes eu perguntei: 'Se você receber menos mercadoria ou mercadoria estragada, você vai dizer?' A pessoa muitas vezes baixava a cabeça porque não podia perder o seu emprego, não podia me dizer e ficava com vergonha. Além de tirar a merenda, se tirava a dignidade das pessoas. Quem fez isso não foi a alma de ninguém, quem fez isso foram os gestores. Então, na verdade, nós temos uma auditoria de 2014, uma auditoria de 2015, uma auditoria de 2016 e uma auditoria especial em 2016, especificamente sobre merenda." 




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