Ao Estadão, General Vilas Boas chama intervencionistas de "malucos" e "tresloucados" e compara Pernambuco ao Rio de Janeiro: "situação econômica gravíssima"



Falando à colunista Eliane Catanhêde, do Estadão, o General Vilas Boas, que comanda o Exérvito, afirmou que "há chance zero" de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder.

Eduardo Vilas Bôas ainda chamou de "tresloucados" e "malucos" àqueles que defendem essa ideia: "Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: 'Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?". O general, porém, responde mencionando o art. 142 da Constituição, onde o papel das Forças Armadas está bem definido e sua submissão ao Presidente da República está delineada.


Na matéria, os "malucos" e tresloucados" de hoje são comparados aos civis que teriam sido artífices do Golpe de 1964 e que eram chamados de "vivandeiras alvoroçadas" por Castelo Branco porque viviam nos quarteis atiçando as Forças Armadas a "cometerem extravagâncias."

O general ainda revelou que tem preocupação, sim, com a instabilidade, mas no que concerne à Segurança Pública, que, segundo ele, é onde cabe a intervenção das Forças Armadas. Para Vilas Boas "o índice de criminalidade é absurdo e vários Estados estão em situação econômica gravíssima, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Uma das consequências diretas é a violência."

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