Operação Torrentes: Polícia Federal prende advogado, pastor e coronel da PM, em nova fase da Torrentes

Foto Divulgação da PF/PE

A Polícia Federal em Pernambuco dando prosseguimento às investigações que culminaram na deflagração das Operações Torrentes I e II  deu cumprimento na data de ontem 15/05/2018 a 03 (três) mandados de prisão preventiva, contando para isso com 12 policiais federais distribuídas em 03 equipes. As prisões preventivas foram decretadas pelo Juízo da 13ª Vara da Justiça Federal e visa garantir a ordem pública a e conveniência da instrução criminal com o objetivo de assegurar a aplicação da lei penal, em virtude de haver provas da existência de cometimento de crime e indício suficiente de sua autoria no transcurso das investigações.

Os três presos são JOSÉ BEZERRA DOS SANTOS – 62 anos, pastor, residente no bairro do Espinheiro –indiciado pelos crimes de tráfico de influência – artigo 332 do Código Penal – pena 2 a 5 anos de reclusão. Ainda não havia sido preso dentro da Operação Torrentes.

CEL PM/MA – DA RESERVA - CARLOS ROBERTO DE SOUZA LIMA – residente no bairro Renascença/MA, indiciado pelos crimes de tráfico de influência – artigo 332 do Código Penal – pena 2 a 5 anos de reclusão. Já havia sido alvo de Mandado de Busca e Apreensão em sua residência no Maranhão, dentro da Operação Torrentes II.

DANIEL PEREIRA DA COSTA LUCAS – 51 anos, advogado, residente em Jaboatão dos Guararapes/PE – indiciado por corrupção ativa, peculato e lavagem dinheiro – artigos 333, 312, Lei 9.6213/98 – as penas ultrapassam os 20 anos de reclusão. Preso 3 vezes dentro da Operação Torrentes I e II.

Os três foram interrogados no Recife e no Maranhão e em seguida foram encaminhados para fazer exame do corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal, passaram por audiência de custódia onde foram confirmadas as prisões preventivas para depois serem conduzidos aos respectivos sistemas prisionais. Os crimes que estão sendo lhe imputados são corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência cujas penas ultrapassam os 20 anos de reclusão!

A OPERAÇÃO TORRENTES com apoio da Controladoria-Geral da União e da Procuradoria da República de Pernambuco foi deflagrada no dia 09/11/2017 e teve como objetivo desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. A investigação teve início no ano de 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar na cifra de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução” para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul pernambucana em junho de 2010. Naquela ocasião verificou-se que a depender do objeto licitado, funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

Foram detectados, também, fortes indícios de superfaturamento em alguns contratos recentemente firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais desta feita na “Operação Prontidão”, que tem por objetivo a reestruturação dos municípios da mata sul pernambucana atingidos, uma vez mais, pelas chuvas torrenciais ocorridas em maio do corrente ano de 2017.

Ainda na primeira fase da Operação, a Justiça decretou o sequestro dos bens de alvos da Operação, dentre eles os pertencentes ao empresário Romero Fittipaldi Pontual, pai do sócio majoritário da empresa Casa de Farinha, Romero Filho. Segundo nossas fontes e de acordo com documentos de posse do Blog, o automóvel apreendido na garagem de Romero Pontual, durante a primeira fase da Torrentes estaria em nome da empresa Casa de Farinha. Os pedidos da empresa Casa de Farinha para liberar o veículo foram indeferidos pela Justiça Federal que já pediu autorização da Justiça para realizar a alienação antencipada do veículo. A Casa de Farinha é investigada pela Delegacia de Crimes contra a Administração Pública na Operação Ratatuille por denúncias de servir comida podre para alunos da Rede Pública de Ensino, tendo contratos milionários e sob investigação com as prefeituras do Cano de Santo Agostinho, Moreno, Ipojuca e do Recife. No decorrer do dia daremos mais detalhes sobre o caso.

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