Ex-executivo da Petrobras ligado a Dudu da Fonte é preso dois dias após aliado ganhar cargos em SUAPE em troca de apoio a Paulo Câmara. Prisão foi na Operação Greenwich da Polícia Federal




A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (21), a OPERAÇÃO GREENWICH, 52ª Fase da OPERAÇÃO LAVA JATO, contando com a participação de 40 policiais federais que cumprem 11 ordens judiciais - 1 mandado de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão. As medidas estão sendo cumpridas nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Timbaúba, as duas últimas no Estado de Pernambuco. Nesta fase, as investigações avançam para a apuração de crimes praticados em prejuízo de subsidiárias da PETROBRAS, como por exemplo a PETROBRAS QUÍMICA S/A - PETROQUISA.

No Recife, desde às 6h da manhã de hoje, 40 policiais federais e servidores da Receita Federal distribuídos em 08 (oito) equipes estão dando cumprimento a 09 (nove) mandados de buscas e apreensões (7 em Recife/PE, 2 em Timbaúba/PE) e 02 (dois) mandados de prisão (1 temporária e 1 preventiva). Os dois mandados de prisão não foram cumpridos em virtude de um dos presos não ter sido encontrado no local e o outro ter sido preso no Rio de Janeiro/RJ. Todo o material apreendido será encaminhado ainda hoje para a coordenação da Operação Lava Jato em Curitiba/PR.


Dentre os alvos está o ex-executivo da Petrobras Djama Rodrigues de Souza que é natural de Timbaúba e residente em um apartamento de luxo na Av. Boa Viagem. Djalma já foi preso anteriormente em outra operação da Polícia Federal e já foi denunciado juntamente com Eduardo da Fonte em razão de delação do presidente da construtora UTC que entregou à Força Tarefa da Lava Jato um esquema de pagamentos de propinas ao executivo que envolveria também o deputado pernambucano em troca de contratos com a Petrobras.

Mais uma vez o esquema criminoso identificado em várias oportunidades em contratações da PETROBRAS se repetiu também em suas subsidiárias. As informações e provas reunidas até o momento demonstram que o GRUPO ODEBRECHT foi favorecido na obtenção de contratos, em troca de repasses de recursos a funcionários da empresa, quer seja através da entrega de valores em espécie, quer seja através de remessas para contas bancárias estabelecidas no exterior.

As contratações eram direcionadas com o estabelecimento de parâmetros que só poderiam ser atendidos por empresas do GRUPO ODEBRECHT. O nome atribuído à operação policial (GREENWICH) remete a uma das contas bancárias mantidas no exterior e destinada ao recebimento de valores indevidos e transferidos pelo GRUPO ODEBRECHT a funcionários de subsidiárias da PETROBRAS em troca da "defesa" de interesses do grupo empresarial nas contratações. As investigações apontam para a prática de diversos crimes como a fraude em processos de contratação das empresas das subsidiárias da PETROBRAS em favor do GRUPO ODEBRECHT, corrupção, crimes financeiros e lavagem de ativos. Os presos serão escoltados para a sede da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição do Juízo da 13a Vara Federal.

DISCRIMINAÇÃO DOS MANDADOS

RIO DE JANEIRO/RJ
01(um) mandado de busca e apreensão
01(um) mandado de prisão preventiva

RECIFE/PE 
07(sete) mandados de busca e apreensão
01(um) mandado de prisão temporária

TIMBAÚBA/PE
01(um) mandado de busca e apreensão.

A prisão do ex-executivo, que responde a processos por corrupção juntamente com o deputado Eduardo da Fonte do PP, acontece no momento em que o governador Paulo Câmara do PSB entregou vários órgãos estratégicos ao comando de Eduardo da Fonte em troca de seu apoio a sua reeleição, em especial o comando de SUAPE, onde foram realizadas várias obras da Petrobras investigadas pela Lava Jato.


* Com informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal em Pernambuco




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