Supremo absolve presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann por 5 a 0 dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Por 3 a 2, Gleisi também se livrou da acusação de "Caixa 2"




A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal acaba de absolver, por unanimidade, a senadora Gleisi Hofmann, presidenta do PT, seu marido Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato, relatado por Edson Fachin.

Também foi absolvido o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, apontado como emissário do casal no recebimento do dinheiro.

A acusação era de que a petista e seu marido haviam pedido R$ 1 milhão a Paulo Roberto Costa a ser desviado da Petrobras para a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.

Mas, ao julgar o caso, os ministros da Segunda Turma do STF consideraram não haver provas de que o casal recebeu propina em troca da manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento da Petrobras à época.

Dos cindo ministros, votaram pela absolvição total os ministros Dias Toffoli,Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski que entenderam que sequer o crime de falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) poderiam ser imputados à senadora e a seu marido derrotando a posição do relator da ação, Edson Fachin e do revisor, Celso de Mello que também votaram pela absolvição dos crimes de corrupção e lavagem, mas se manifestaram a favor da da condenação de Gleisi pelo crime de caixa dois por não ter declarado o recebimento do dinheiro em campanha.

Apesar de terem sido absolvidos neste caso, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo ainda respondem a mais duas denúncias e um inquérito no STF derivados das investigações da Lava Jato.

No julgamento, prevaleceu a posição do ministro Dias Toffoli, para quem os elementos contra a senadora eram "apenas indiciais", sem comprovação efetiva.

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