Felipe Carreras, deputado do PSB/PE e ex-secretário de Paulo Câmara, soma-se aos que afirmam não votar no PT de jeito nenhum

Felipe Carreras foi um dos secretários liberados por Paulo Câmara para que reassumissem os mandatos exclusivamente para darem os votos decisivos à aprovação do impeachment da ex-presidenta Dilma, levando Temer à presidência. Os votos decisivos ao impeachment foram dados pelos deputados federais do PSB, principalmente de Pernambuco

O deputado federal Felipe Carreras, do PSB/PE e que até recentemente ocupava a Pasta do Turismo do governo Paulo Câmara, da qual se afastou para disputar a reeleição, por meio de uma postagem em sua conta no Instagram, realizada às 6:58 de hoje (13), manifestou publicamente que ainda que seu Partido venha a votar por um eventual apoio à candidatura de Lula ou do PT à presidência, ele, Carreras, não votaria em nenhum candidato petista.

A declaração de Felipe Carreras, que foi o deputado federal mais bem votado do PSB nas eleições passadas, tendo sido, inclusive, o candidato preferencial da viúva do ex-governador Eduardo Campos, com quem mantinha laços de parentesco, pois na época era casado com uma sobrinha de Renata Campos, vem no dia seguinte às declarações de Paulo Câmara de que mesmo que seu Partido decida apoiar Ciro Gomes, o PSB de Pernambuco votaria em Lula. As declarações de Carreras, entretanto, desmentem Paulo Câmara.

Paulo Câmara ainda afirmou a Gleisi Hoffmann que lutaria para que o PSB apoiasse nacionalmente a candidatura do PT, numa estratégia para atrasar a oficialização da candidatura da vereadora Marília Arraes, do PT, ao governo de Pernambuco, que já aparece à frente do governador nas pesquisas eleitorais. Paulo Câmara é rejeitado por mais de 70% dos pernambucanos, de acordo com uma pesquisa encomendada pelo próprio PT ao Instituto Vox Populi, destinada a aquilatar a viabilidade eleitoral de uma candidatura própria petista ao governo de Pernambuco.

A promessa feita a Gleisi Hoffmann, por Paulo Câmara, promessa esta que sabe ser incapaz de cumprir - já que não consegue sequer que seus aliados mais próximos votem no PT, como poderá influenciar governadores e deputados de outros Estados? -, tem sido vista como uma estratégia de Paulo Câmara para adiar a inevitável candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, de modo a prejudicar eventuais negociações da pré-candidata com os vários Partidos que já têm demonstrado interesse em apoiá-la.




Além de Felipe Carreras, o governador de São Paulo, Márcio França, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg e o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Márcio Lacerda já se manifestaram publicamente contrários a qualquer possibilidade de apoio a uma candidatura petista à Presidência (Leiam em https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/agencia-estado/2018/07/12/em-racha-no-psb-lacerda-rejeita-apoio-ao-pt-ou-pdt-ou-nao-tera-alianca.htm )

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