"Fantasmas" de Geraldo Júlio investigados por peculato pelo MPPE. Prefeito se safa, por enquanto.



O Blog da Noelia Brito obteve, por meio da Lei de Acesso à Informação, documentos que fazem parte de investigação instaurada no âmbito do Ministério Público de Pernambuco, a pedido do Ministério Público de Contas, para que fosse apurado eventual Crime de Responsabilidade do Prefeito do Recife, Geraldo Júlio e de peculato de servidores comissionados lotados no Gabinete de Representação da Prefeitura do Recife, em Brasília em razão destes servidores terem se beneficiado, segundo apurou o TCE/PE, de "remuneração sem a correspondente contraprestação do trabalho, causando prejuízo ao erário municipal no montante de R$ 65.547,46".

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Apesar de Geraldo Júlio, na qualidade de prefeito, ser o responsável pelas nomeações e de ter sido representado, inclusive perante o Ministério Público Eleitoral, na época tendo à frente o hoje afastado promotor de Justiça Marcellus Ugiette, por supostamente ter trocado o apoio político do Partido da Mulher Brasileira à sua reeleição pela nomeação de comissionado, inclusive de um dos servidores apontados pelo TCE/PE como fantasmas, acatando representação do ex-vereador do Recife, Sergio Magalhães, o MPPE entendeu por bem de não responsabilizar, subsidiariamente, pelo menos por hora, o Prefeito Geraldo Julio pelos atos de seus subordinados, já que, segundo Manifestação da Assessoria Técnica em Matéria Criminal da PJG, o próprio TCE o havia isentado de responsabilidade, limitando-se a determinar o prosseguimento das investigações na seara criminal contra os comissionados e seus chefes imediatos.

Um dos casos que chamou a atenção do meio político local na época da denúncia, ocorrida em 2016, foi a adesão do Partido da Mulher Brasileira - PMB, à reeleição de Geraldo Júlio. O PMB era, então, dirigido, em Pernambuco, pela vereadora Juliana Paranhos, do Município de Abreu e Lima, que anunciou seu apoio à reeleição de Geraldo Júlio, no dia 06 de abril de 2016, segundo notícias amplamente divulgadas na mídia (Leia AQUI) e no próprio Facebook do PSB (ver "print" acima), chegando ao ponto do PMB se utilizar de seu tempo de Propaganda Partidária para fazer promoção da gestão do prefeito.

Passado pouco mais de um mês do anúncio do apoio, um primo da presidente do PMB, o jovem SÉRGIO RICARDO MACÊDO DINIZ, foi agraciado com um cargo de alta patente do Gabinete de Representação do Prefeito em Brasília, com função gratificada no valor de R$ 7.959,38 com nomeação e pagamentos retroativos, totalizando R$ 18.943,12, líquidos, em dois meses, coincidentemente, à data em que foi anunciado o acordo que resultou no apoio do PMB à reeleição de Geraldo Júlio.  Sergio Macedo foi condenado pelo TCE a ressarcir o Erário e agora figura, juntamente com Robson Ramos, Erasmo Manoel e Antônio José Barbosa, que chefiava o escritório de Brasília como investigado pelo MPPE por peculato desvio, crime cuja pena prevista é de 2 a 12 anos.

Cabe, então, aos Promotores de Justiça da Central de Inquéritos da Capital, que receberam desde o dia 14 de agosto de 2018, o inquérito, decidirem se denunciam os "fantasmas" de Geraldo Júlio ou se encaminham os autos à Decasp para aprofundamento das investigações.








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