Operação Abismo: Intermediário entre prefeituras de Gravatá e Bezerros e esquema que fraudava previdências dos municípios, "Dorinho" já teve prisão preventiva decretada por estelionato e ainda responde por homicídio, ameaça e porte ilegal de arma




Áudio interceptado na Operação Torrentes, em buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal naquela Operação, revela um diálogo entre Deodoro Francisco da Silva Filho e o lobista Daniel Lucas onde o primeiro comunica ao segundo que já teria fechado um acerto nos Municípios de Gravatá e Bezerros, onde o contato seria uma pessoa chamada Acenildo de Souza Silva, conhecido como "Nido", que teria informado a Deodoro que até o percentual da propina estaria acertado: "1 para o prefeito e 1 para ele". Deodoro então pede para que Daniel Lucas informe isso aos "aos meninos, o Leonardo e a Zélia"


Acontece que Deodoro Francisco da Silva Filho, vulgo "Dorinho", assim como o próprio Daniel Lucas, já é velho conhecido da Justiça e já teve, inclusive, sua prisão preventiva decretada pelo Juiz de Direito Ivan Alves de Barros, da 8ª Vara Criminal da Capital, por estelionato. Segundo o Ministério Público de Pernambuco, Dorinho comandaria, por intermédio de uma rede de "laranjas", várias empresas de segurança armada. Dorinho foi denunciado, juntamente com Marcelo Macedo Conrado, Alexandra Cintra Leonardo, Sueli da Silva Santos e Jonas Ferreira da Silva Sobrinho por falsificação da assinatura de um desembargador e ainda falsificaram selo de um Cartório de modo a certificar, falsamente a assinatura.



Por intermédio de sócios-laranjas, "Dorinho" administrava as empresas de segurança armada Extra Segurança e Vigilância, Pro Sat Segurança, Móveis Espetacular e Mercantil Incorporadora. Além disso, "Dorinho" já respondeu pelo crime de Ameaça e atualmente responde por um homicídio que teria sido praticado na Comarca de Jaboatão dos Guararapes.

Por sua vez, Jonas Ferreira da Silva Sobrinho, que também teve sua prisão preventiva decretada por ser um dos sócios laranjas de Deodoro, vulgo "Dorinho", além de responder por porte ilegal de arma na Comarca de Gravatá, reponde por dois homicídios na Comarca da Capital, tudo de acordo com o decreto de prisão preventiva que pode ser lido na íntegra AQUI.

Na decisão que decretou a preventiva de Dorinho, o magistrado ressaltou "que os denunciados são destemidos, afoitos mesmo, não possuindo qualquer temor em relação à conduta delituosa que, por conta de fortes indícios, lhes são imputadas.":




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