Apontada como beneficiária da extinção da Decasp, Casa de Farinha será investigada pelo GAECO, do MPPE, por contratos da Merenda Escolar e pelo Ofício de Combate à Corrupção do MPF por contratos para gestão do RU com a UFPE



Nos bastidores, o que se comenta é que a iniciativa injustificável do governador Paulo Câmara de extinguir a Decasp, delegacia especializada em combater a corrupção nos órgãos estaduais, nas prefeituras municipais, nas Câmaras de Vereadores, da ALEPE teria como principal beneficiária a empresa Casa de Farinha, que foi alvo de duas Operações da delegacia, sob o comando da delegada Patrícia Domingos: as Operações Ratatuille e Castelo de Farinha, contra desvios de recursos destinados à merenda escolar nas prefeituras do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca, onde além de fraudes nas licitações, estão sendo investigadas denúncias de oferecimento de propina a agentes públicos e até ameaças de morte contra concorrentes.

Além dessas prefeituras, secretarias estaduais como as de Educação, Saúde e Ressocialização também estariam sob investigação da Decasp, por contratos que somados com aqueles das Prefeituras, inclusive a também investigada Prefeitura do Recife, comandada pelo principal aliado do governador, o prefeito Geraldo Julio, superariam os R$ 500 milhões.

Desconfiado de que a manobra legislativa do governador Paulo Câmara juntamente com deputados que lhe são aliados, de extinguir a Decasp, venha a prejudicar as investigações dos crimes atribuídos aos dirigentes da Casa de Farinha, que tem como sócio majoritário com 95% das ações, o empresário Romero Fittipaldi Pontual Filho, que chegou a ser preso temporariamente pela Operação Castelo de Farinha, da Decasp e que é filho do ex-presidente da CEASA Romero Fittipaldi Pontual, apontado como "homem forte do PSB", em relatório da Polícia Federal produzido na Operações Farda Nova, o Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Ipojuca, solicitou ao Gaeco, órgão especializado em investigar o crime organizado no âmbito do MPPE, que passasse a atuar em conjunto com aquela Promotoria nas investigações contra a Casa de Farinha. De posse de uma ordem judicial, o GAECO esteve na sede da Decasp e colheu todo o material apreendido pela Operação Casa de Farinha (leia em Sem a Decasp, MPPE segue investigação da Casa de Farinha e MPPE assume investigação de desvio de verba para merenda por causa de risco de extinção de delegacia)

Acesse no link Sem a Decasp, MPPE segue investigação da Casa de Farinha

Além do GAECO, do MPPE, o 5º Ofício de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal também passou a investigar a Casa de Farinha, após representação protocolada pela Editora deste Blog pedindo investigação dos contratos da Casa de farinha com a Universidade Federal de Pernambuco, para gestão do Restaurante Universitário daquela instituição de ensino federal.





A empresa Casa de Farinha S/A detém contrato com a Universidade Federal de Pernambuco, cuja finalidade é a gestão do Restaurante Universitário. Por esse contrato, que tem sido renovado reiteradamente, ano a ano, sem licitação, a Casa de Farinha já recebeu valores que superam a casa dos R$ 33 milhões.


Pelo contrato, oriundo do Pregão Eletrônico nº 16/2014, assinado em 18/03/2014, à empresa Casa de Farinha ficou garantido o recebimento de R$ 7.079.710,00 (sete milhões, setenta e nove mil, setecentos e dez reais), correspondentes ao subsídio pago pela Universidade Federal de Pernambuco pelas refeições servidas aos usuários do Restaurante:








A fonte dos recursos para custeio do Contrato é federal, oriundas do Tesouro Nacional, com o que se tem por evidenciada a competência do Parquet federal e da Polícia Federal para investigação dos fatos referentes a essa contratação e respectiva prestação dos serviços:





O Contrato foi assinado pelo Reitor da UFPE, Anízio Brasileiro e o acionista majoritário da Casa de Farinha, Romero Fittipaldi Pontual Filho, que teve sua prisão decretada na Operação Castelo de Farinha e que detentor de 95% das respectivas ações, em 18 de março de 2014, para ter validade de apenas 12 (doze) meses, entretanto, tem sido prorrogado indefinidamente e com reajustes anuais, sem que novas licitações sejam realizadas e muito embora sejam reportadas várias irregularidades no fornecimento dos alimentos aos usuários do Restaurante, notadamente no que concerne a sua qualidade e quantidade:





Apesar de ser público e notório que a empresa Casa de Farinha foi alvo de duas Operações por fornecer alimentos podres para crianças, alunos da rede pública de ensino no Estado, bem como por fraudes de toda ordem e até ameaças de morte, com decretação da prisão de dois de seus executivos, inclusive do sócio majoritário – 95% das cotas – Romero Pontual Filho, que também assina os contratos com a UFPE, e das recorrentes reclamações de alunos da própria UFPE quanto a qualidade das refeições servidas por essa empresa no Restaurante Universitário, havendo denúncias de que na comida já foram encontradas “larvas”, “pedras” e até “parafusos”, além de relatos de mal estar sofrido por alunos da UFPE, após a ingestão da comida servida pela Casa de Farinha naquele restaurante, relatórios que chegam a centenas de reclamações, o Reitor Anízio Brasileiro assinou o 9º Aditivo ao Contrato, o último deles em dia 02 de maio de 2018, com o que já são quatro anos de contrato com a Casa de Farinha ao custo aproximado de R$ 33,5 milhões em recursos federais que já teriam sido dispendidos pela UFPE com as refeições servidas a seus alunos fornecidos pela empresa Casa de Farinha.






É certo que os usuários do Restaurante Universitário da UFPE caracterizam-se como pessoas hipossuficientes financeiramente e que por tal razão só podem contar com as refeições servidas pelo chamado “RU” para sua subsistência, a exemplo do que ocorre com os alunos das escolas públicas. Causa espécie, portanto, que apesar do custo exorbitante que esse contrato representa aos cofres públicos, não venha sendo servida a alimentação contratada, segundo reportam os próprios alunos em centenas de reclamações manifestadas à Reitoria e em Redes Sociais, inclusive em Grupo do Facebook criado para abrigar a Comunidade Acadêmica daquela Universidade.


Importante mencionar que a cada aditivo de prorrogação contratual foram observados reajustes consideráveis do valor pago pela UFPE à Casa de Farinha.

De acordo com o 1º Termo Aditivo, assinado em 17/03/2015, para realizar a primeira prorrogação contratual, o valor do contrato subiu para R$ 7.701.641,50 (sete milhões, setecentos e um mil, seiscentos e quarenta e um reais e cinquenta centavos):
Pelo 2º Termo Aditivo, assinado em 16/03/2016, para realizar a segunda prorrogação contratual, o valor do contrato saltou para R$ 8.699.900,00 (oito milhões, seiscentos e noventa e nove reais e novecentos reais).
Pelo 3º Termo Aditivo, assinado em 17/03/2017, para prorrogar por mais 12 meses o contrato, este foi reajustado para R$ 9.250.450,00 (nove milhões, duzentos e cinquenta mil e quatrocentos e cinquenta reais):

Pelo 4º Termo Aditivo, assinado em 16/03/2018, para a mais recente prorrogação contratual, o valor do contrato passou a R$ 9.561.044,90 (nove milhões, quinhentos e sessenta e um mil, quarenta e quatro reais e noventa centavos):

No total, portanto, teriam sido realizados pagamentos da ordem de R$ 33.592.846,40 (trinta e três milhões, quinhentos e noventa e dois mil, oitocentos e quarenta e seis reais e quarenta centavos) para que a Casa de Farinha fornecesse refeições para os alunos da UFPE, em seu Restaurante Universitário, por um Contrato renovado quatro vezes, sem licitação, oriundo de um Pregão Eletrônico vencido pela Casa de Farinha em 2014.

Apesar do valor milionário repassado pela UFPE à Casa de Farinha e das expressas indicações contratuais quanto ao Cardápio a ser servido, que deixam aparentar qualidade e quantidade compatíveis com os valores acordados, os alunos testemunham que o contrato não estaria sendo cumprido a contento no que concerne ao fornecimento.

Pesquisa realizada na página pessoal da noticiante, no Facebook, recolheu cerca de 165 depoimentos dando conta da má qualidade da alimentação fornecida àqueles alunos da UFPE, pela Casa de Farinha, numa quase unanimidade. Os relatos incluem falta de higiene, mau atendimento e presença de insetos e objetos na comida, tais como, pernas de baratas, larvas, porcas e parafusos, cabelos, dentre outros. Há ainda relatos de comida estragada sendo servida a ponto de provocarem infecções intestinas nos alunos. Conforme alguns relatos, reclamações levadas à Reitoria são respondidas com ameaças de corte dos subsídios e aumento no valor cobrado, numa verdadeira chantagem contra estudantes carentes que só dispõem daquele restaurante para sua subsistência. As denúncias podem ser conferidas no link https://www.facebook.com/noeliabritoblog/posts/1852199161470913 . Coletamos alguns prints dessas denúncias a título ilustrativo: 


































Diante das graves denúncias dos alunos da UFPE realizadas no Facebook da Editora deste Blog e do fato da empresa Casa de Farinha já ser alvo de várias denúncias e até de operações policiais envolvendo fraudes em licitações e má prestação dos serviços contratados com recursos públicos, o Blog da Noelia Brito que tem como princípio e linha editorial a defesa do interesse público e o combate à corrupção sistêmica que assola o Estado de Pernambuco, representou, hoje, conforme inclusive prometido aos alunos denunciantes e vítimas dos maus serviços prestados pela Casa de Farinha junto ao RU da UFPE, ao Ministério Público Federal, pedindo a instauração de procedimento investigatório nas esferas cível e penal de modo a serem apuradas as denúncias feitas pelos alunos da UFPE quanto aos serviços prestados pela Casa de Farinha àquela Universidade, bem como das razões pelas quais a Reitoria tem sistematicamente ignorado tais denúncias, insistindo em prorrogar, sem qualquer licitação, os contratos com empresa alvo de operações policiais por fraudes, ameaças e por servir alimentos estragados para alunos da rede pública.












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