Ataques no Ceará: Membros da cúpula da Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará integravam uma Facção Criminosa. Operação "Masmorras Abertas" do MPCE desbaratou o esquema corrupto no Sistema Prisional cearense. 61 membros das três maiores Facções Criminosas do País serão transferidos para presídios federais

9 de jan. de 2019

/ by Blog da Noelia Brito


Uma Operação do Ministério Público do Ceará chamada Masmorras Abertas, deflagrada em abril de 2018, foi responsável por descobrir que a alta cúpula da Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará integrava uma Facção Criminosa com atuação dentro do Sistema Peniteniário. Entre os alvos da Operação que afastou sete pessoas de seus cargos públicos e realizou a prisão em flagrante de duas pessoas por porte ilegal de armas, estavam o titular e o adjunto da Coordenadoria do Sistema Penitenciário (COSIPE), Edmar de Oliveira Santos e Celso Murilo Mendonça.

Foram afastados ainda, diretores de três presídios cearenses, o coordenador de Patrimônio da SEJUS e um agente prisional.

O MPCE apurou que agentes prisionais recebiam R$ 1 mil por cada celular que deixavam entrar nos presídios. Durante a nova gestão do Coronel da PM do Distrito Federal Mauro Albuquerque, mais de 600 celulares foram apreendidos na semana passada. 

O Promotor de Justiça Nelson Gesteira, integrante do GAECO cearense, informou em entrevista concedida à época da Operação "Masmorras Abertas", que a associação criminosa formada por agentes do governo do Ceará "executava um esquema de ilicitudes, que praticou crimes como inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, prevaricação, omissão no dever de vedar ao preso acesso a aparelho celular ou similar, violação do sigilo funcional e tortura."

O Povo informa hoje que a Justiça cearense já autorizou a transferência de 21 integrantes da facção Comando Vermelho para um presídio federal e que outros 40 integrantes de outras facções (20 da GDE e 20 do PCC) também serão transferidos para o Sistema Prisional Federal como resposta à onda de ataques terroristas que tomou conta do Estado contra o endurecimento da fiscalização dos presídios cearenses, sob o comando do Coronel da PM do Distrito Federal Mauro Albuquerque, que passou a chefiar a recém criada Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP). 

A criação da SEAP e a nomeação de Albuquerque para o cargo foi resultado de uma pressão do Ministério Pùblico do Ceará depois da deflagração da Operação Masmorras Abertas.

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