Folha detona "laranjal" do PSL, partido do presidente Bolsonaro. Outra laranja pernambucana descascada na edição de hoje. Não é prudente ameaçar a imprensa livre!

Foto: Folha de São Paulo
Matéria publicada na edição de hoje da Folha de São Paulo mostra que o "laranjal" do PSL, partido do presidente Bolsonaro e que tem como dono o empresário pernambucano Luciano Bivar, cuja empresa Porto Novo Recife está sendo investigada pelo TCE por um calote de R$ 86 milhões no Porto do Recife e é alvo de uma ação de reintegração de posse por invadir terreno da União, parece não ter fim (Leia em EMPRESA DO PRESIDENTE DO PSL, LUCIANO BIVAR, É ACUSADA DE INVADIR TERRENO DA UNIÃO E DE CALOTE DE R$ 86 MILHÕES EM EMPREENDIMENTO COM O PORTO DO RECIFE. DENÚNCIAS CONSTAM DE RELATÓRIO DO TCE/PE E DE AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE NA JUSTIÇA FEDERAL ).


De acordo com a matéria, assinada pelos repórteres João Valadares, Ranier Bragon e Camila Mattoso, o ministro secretário geral da Presidência, Gustavo Bebiano, que também é advogado de Bolsonaro, teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, Érika Siqueira Santos, que a exemplo de Lourdes Paixão, foi candidata em Pernambuco, reduto eleitoral do dono do PSL, Luciano Bivar e teria contratado os serviços de uma gráfica de fachada - a Folha foi ao local e constatou que sequer a Gráfica Itapissu, a mesma usada por Lourdes Paixão, possui maquinários para prestar os serviços pelos quais é contratada por políticos.


Segundo a Folha, Érika Siqueira Santos trabalhou como assessora do partido diretamente com o ministro até agosto e teve apenas 1.315 votos. Ela foi a oitava pessoa que mais recebeu dinheiro do PSL nacional em todo o país. A ex-assessora declarou ter gasto R$ 56,5 mil na gráfica Itapissu em 6 de outubro, um dia antes da eleição, para a confecção de material de campanha. 

Paixão, diz a Folha, foi usada como candidata laranja para receber R$ 400 mil do fundo partidário, o terceiro maior repasse do PSL na eleição. Ela teve apenas 274 votos. A verba, com origem em recursos públicos, também foi liberada por Bebianno, hoje ministro de Bolsonaro. 

Segundo a Folha, a indicação de Érika partiu do grupo de Luciano Bivar que em entrevista à Folha deu declarações desqualificando as mulheres, a quem imputou a pecha de não vocacionadas para a política.

A Folha revela que estaria ocorrendo verdadeiro empurra-empurra entre Bebiano e Bivar, sobre as responsabilidades pelo uso de laranjas para receber recursos públicos de forma ilícita.

Nâo é à toa já que o Ministério Público Eleitoral ontem divulgou nota confirmando que ingressou com ação sigilosa para impugnar a prestação de contas de Lourdes e a Polícia Federal também confirmou que convocou Lourdes Paixão para prestar esclarecimentos sobre o caso amanhã (14).

Tão logo foi eleito, o presidente Bolsonaro afirmou que iria destruir a Folha de São Paulo, como revanche pelas matérias do jornal que revelaram que ele próprio mantinha uma vendedora de Açaí esposa do caseiro de sua casa de praia como funcionária fantasma do seu gabinete de deputado federal.

A matéria completa pode ser conferida AQUI.

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