Quarta fase da Operação Gênesis cumpriu mandados de prisão contra organização criminosa em Quipapá, mas fraudes sr estenderam a outros municípios, revela MPPE


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagraram, na manhã de ontem (14), a quarta fase da Operação Gênesis.

Aproximadamente 80 policiais civis e 20 integrantes do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco/MPPE) cumpriram 16 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão nas cidades de Quipapá, Garanhuns, Caruaru e Itaíba em desfavor de ex-agentes públicos e empresários que fazem parte de um esquema criminoso que teria desviado R$ 18 milhões da Prefeitura de Quipapá.

Foram oito empresas, cinco servidores da Prefeitura e onze supostos empresários os alvos da operação. “Essa nova etapa da Operação Gênesis é resultado de mais de um ano e meio de investigações. Nossa expectativa é poder prender pessoas que praticam crimes silenciosos, mas que atingem diretamente toda a sociedade”, destacou o promotor de Justiça Frederico Magalhães, do Gaeco. “Fizemos uma engenharia complexa e conjunta com a Polícia Civil. Graças ao compromisso de todos os envolvidos, tivemos êxito em desbaratar essa quadrilha que causava tantos danos à sociedade”, completou Frederico Magalhães.

Foto: MPPE 

Os alvos da operação são acusados de praticar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações que tinham por finalidade desviar recursos públicos através da contratação de empresas de fachada pelo município de Quipapá. O esquema criminoso já havia sido alvo, em 2018, da segunda fase da Operação Gênesis, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Quipapá e de algumas das empresas. “O material apreendido é suficiente para oferecer denúncia contra eles”, confirmou o procurador de Justiça Ricardo Lapenda, coordenador do Gaeco.

Na tarde da quinta-feira, em coletiva de imprensa na Sede de Procuradorias de Justiça do MPPE, foram apresentados slides onde foi relatado que as investigações começaram quando Promotoria de Justiça de Quipapá solicitou a atuação do Gaeco após denúncias anônimas sobre existência de um conjunto de empresas fraudulentas sendo contratadas pelo município com dispensa de licitação para serviços de limpeza urbana e locação de veículos. Ao longo do tempo, revelou-se um grande esquema de fraudes em desfavor de diversos municípios de Pernambuco, incluindo Quipapá, envolvendo a prática sistemática de crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro, com a formação de um grande cartel do qual participaram as empresas Eliude Pessoa da Silva, Menezes Locações, SA Souza Construções, Genesis Locações, Roma Empreendimentos e outras. Vinicius Santos de Oliveira foi o principal articuladora da organização criminosa, tendo Álvaro Antônio Teixeira de Souza como o número 2 do esquema, sendo esse um amigo muito próximo dele.

A pedido de Vinicius, Álvaro, José Menezes e outros “emprestaram” seus CNPJS para o registro das empresas. “O curso das investigações nos mostrou que esse grupo criminoso atuava em vários municípios, elaborando uma capilaridade fraudulenta de enorme extensão”, contou o promotor de Justiça Frederico Magalhães.

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