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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

Caixa de Pandora: Promotores de Justiça presos por corrupção no Mensalão do DEM vão a julgamento na quinta (30). Processo prescreve em setembro



Está pautada para julgamento, nessa quinta-feira, 30 de maio, na Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a ação penal de n° 0068496-67.2010.4.01.0000/DF apresentada pelo Ministério Público Federal contra os promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Leonardo Bandarra e Déborah Guerner pela prática dos crimes de concussão, violação de sigilo funcional e formação de quadrilha. Também é réu na ação Jorge Guerner, ex-marido de Déborah Guerner.

A ação em questão pode prescrever em setembro deste ano caso não seja julgada pela referida Corte. O julgamento foi iniciado em fevereiro deste ano, com acolhimento favorável ao pedido do MPF pelo relator do caso, desembargador federal Kassio Nunes Marques e de três outros desembargadores. No entanto, foi suspenso em razão de pedido de vistas da desembargadora Maria do Carmo Cardoso.

Os promotores do MPDFT também são réus em outras duas ações com prazos próximos a prescrever: n°0071906-36.2010.4.01.0000/DF, referente aos crimes de extorsão, e n° 0005764-79.2012.4.01.0000/DF, em que Leonardo Bandarra foi denunciado por falsidade ideológica quanto à compra de imóvel em Brasília.

As ações fazem parte da Operação Esperança, em desdobramento da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, sobre crimes de corrupção envolvendo o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Todos os três processos, iniciados há mais de 10 anos, já estão prontos para julgamento pelo TRF1 há mais de um ano.

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Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República da 1ª Região

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