Caixa de Pandora: Promotores de Justiça presos por corrupção no Mensalão do DEM vão a julgamento na quinta (30). Processo prescreve em setembro



Está pautada para julgamento, nessa quinta-feira, 30 de maio, na Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a ação penal de n° 0068496-67.2010.4.01.0000/DF apresentada pelo Ministério Público Federal contra os promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Leonardo Bandarra e Déborah Guerner pela prática dos crimes de concussão, violação de sigilo funcional e formação de quadrilha. Também é réu na ação Jorge Guerner, ex-marido de Déborah Guerner.

A ação em questão pode prescrever em setembro deste ano caso não seja julgada pela referida Corte. O julgamento foi iniciado em fevereiro deste ano, com acolhimento favorável ao pedido do MPF pelo relator do caso, desembargador federal Kassio Nunes Marques e de três outros desembargadores. No entanto, foi suspenso em razão de pedido de vistas da desembargadora Maria do Carmo Cardoso.

Os promotores do MPDFT também são réus em outras duas ações com prazos próximos a prescrever: n°0071906-36.2010.4.01.0000/DF, referente aos crimes de extorsão, e n° 0005764-79.2012.4.01.0000/DF, em que Leonardo Bandarra foi denunciado por falsidade ideológica quanto à compra de imóvel em Brasília.

As ações fazem parte da Operação Esperança, em desdobramento da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, sobre crimes de corrupção envolvendo o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Todos os três processos, iniciados há mais de 10 anos, já estão prontos para julgamento pelo TRF1 há mais de um ano.

Matérias relacionadas:


Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República da 1ª Região

MAIS VISITADAS DO MÊS

PF flagrou 114 contatos telefônicos entre desembargadora afastada e traficante de drogas e assaltante de carro-forte

STF afasta Conselheiro do TCM-BA por propina de R$ 25 milhões exigida quando era ministro das Cidades

STF derruba sigilo de gastos da Presidência e Bolsonaro terá que mostrar faturas milionárias do cartão corporativo

Cabos da PM/PE denunciam que governo de Pernambuco só promove oficiais: "Quanta injustiça numa única corporação!"

Auditoria do TCE/PE constatou fraude fiscal, sonegação fiscal, superfaturamento, não prestação dos serviços em contrato de mais de R$ 16,7 milhões da ALEPE. Com a palavra o MPPE, o MPF, a Receita Federal e a Polícia Federal