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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

Mar Aberto: Polícia apreende dinheiro e celulares na cela dos Pinteiro. Quem deixou entrar?

Foto: Polícia Civil de Pernambuco 
O delegado Jean Rockefeller , da Polícia Civil de Pernambuco, revelou, em entrevista concedida na manhã de hoje, que durante as buscas e apreensões realizadas nas celas dos presos pela Operação Mar Aberto, foram encontrados aparelhos celulares e muito dinheiro.

Além disso, durante as buscas realizadas com autorização da Justiça nessa segunda fase da Operação Mar Aberto, que desbaratou um esquema milionário de sonegação e lavagem de dinheiro no Estado de Pernambuco, comandado pelo empresário José Pinteiro Neto e que contava com a participação de vários familiares, inclusive do filho de Pinteiro, conhecido como DJ Jopin, a Polícia localizou uma Ferrari que estava sendo desmontada para comercialização das peças.

Dois helicópteros, um dos quais teria sido vendido por Pinteiro a uma construtora e o outro em nome de Alexandre Resende, também foi apreendidos em um terreno no Bairro do Pina, onde também foram realizadas várias buscas em imóveis localizados em um empresarial chamado Jopin, empresarial que é resultado de uma sociedade entre uma empresa de Pinteiro e a Construtora Moura Dubeux.

Na entrevista, o delegado Jean Rockefeller contou ainda que em um Pier na cidade de Cabedelo, na Paraíba, foi apreendida uma embarcação de luxo, considerada a maior do Nordeste e que custaria mais de R$ 15 milhões e que mediria 115 pés.

De acordo com a Polícia, a organização criminosa familiar teria movimentado cerca de R$ 372 milhões em apenas 5 anos e sonegado aproximadamente R$ 67 milhões por meio de empresas fantasmas e de fachada.

O empresário, que é considerado o líder da organização criminosa familiar, tenta obter um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que já negou pedido para soltá-lo. O Superior Tribunal de Justiça também negou habeas corpus para soltar Pinteiro, conforme nosso Blog revelou, em primeira mão, na noite do dia 28 próximo passado.

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