O agora demitido Bertini, processou jornalista por associá-lo à esquerda e por chamá-lo de político



O agora ex-presidente da Fundaj, Alfredo Bertini, não gostou de ser associado à esquerda e ao Movimento Lula Livre e de ser chamado de político, em postagens do jornalista e radialista Adriano Roberto e repetiu a prática que tem sido comum aqui em Pernambuco, por políticos e figuras públicas, a tentativa de calar jornalistas e blogueiros por meio de processos judiciais.

Bertini, que é produtor cultural, foi alvo de reações adversas por parte de bolsonaristas que não enxergavam nele o perfil de direita que entendem necessário para quem assumir cargos no governo Bolsonato e não gostou. O fato é que passados pouco mais de três meses no cargo, o agora ex-presidente da Fundaj foi demitido por Bolsonaro sem sequer ter direito ao tradicional e elegante, "a pedido", tão comum em portarias de cargos comissionados.

Para o lugar de Bertini, que fora nomeado por indicação do colombiano Vélez, também demitido, Bolsonaro nomeou o advogado e escritor Antonio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e filho da ministra Ana Arraes, do TCU. Campos, que é neto de Miguel Arraes, agora está filiado ao Podemos, partido da base bolsonarista, entretanto, a indicação teria sido feita por Fernando Bezerra Coelho, hoje a pessoa mais ibfluente de Pernambuco, no governo Bolsonaro.


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