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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

O agora demitido Bertini, processou jornalista por associá-lo à esquerda e por chamá-lo de político



O agora ex-presidente da Fundaj, Alfredo Bertini, não gostou de ser associado à esquerda e ao Movimento Lula Livre e de ser chamado de político, em postagens do jornalista e radialista Adriano Roberto e repetiu a prática que tem sido comum aqui em Pernambuco, por políticos e figuras públicas, a tentativa de calar jornalistas e blogueiros por meio de processos judiciais.

Bertini, que é produtor cultural, foi alvo de reações adversas por parte de bolsonaristas que não enxergavam nele o perfil de direita que entendem necessário para quem assumir cargos no governo Bolsonato e não gostou. O fato é que passados pouco mais de três meses no cargo, o agora ex-presidente da Fundaj foi demitido por Bolsonaro sem sequer ter direito ao tradicional e elegante, "a pedido", tão comum em portarias de cargos comissionados.

Para o lugar de Bertini, que fora nomeado por indicação do colombiano Vélez, também demitido, Bolsonaro nomeou o advogado e escritor Antonio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e filho da ministra Ana Arraes, do TCU. Campos, que é neto de Miguel Arraes, agora está filiado ao Podemos, partido da base bolsonarista, entretanto, a indicação teria sido feita por Fernando Bezerra Coelho, hoje a pessoa mais ibfluente de Pernambuco, no governo Bolsonaro.


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