DESTAQUE

Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

Imagem
Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

OPERAÇÃO MAR ABERTO: PINTEIRO SEGUE PRESO, DECIDE STJ





Em decisão assinada no dia 25, mas publicada somente hoje, o Ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça indeferiu liminarmente o Habeas Corpus impetrado pela defesa do empresário pernambucano José Pinteiro da Costa Neto, preso no início do mês, pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributára (DECCOT), vinculada à DRACO, por crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A defesa do empresário, que é apontado pela Polícia Civil como chefe de uma organização criminosa familiar suspeita de sonegar quase R$ 300 milhões em tributos somente referentes ao ICMS, que seriam devidos ao Estado de Pernambuco, ingressou com o Habeas Corpus no STJ porque o desembargador relator do Habeas Corpus impetrado no Tribunal de Justiça de Pernambuco, Carlos Moraes, indeferiu o pedido de liminar para soltar monocraticamente o investigado.

Entretanto, o chamado Habeas Corpus "canguru", que "pula" uma instância, não foi admitido pelo ministro relator, que extinguiu o HC liminarmente. Resta agora aguardar a decisão colegiada do TJPE ou insistir com outro Habeas Corpus "canguru" junto ao STF.


MAIS VISITADAS DO MÊS

Prefeitura de Petrolina e dono de gráficas são alvos da Polícia Federal na manhã de hoje (Arualizado)

Das colunas sociais para as páginas policiais: briga familiar por herança acaba na Operação Background da Polícia Federal em Pernambuco contra sonegação de mais de R$ 8,5 bilhões

Mais de 20 empresas do Grupo João Santos utilizaram uma "factoring" para lavar dinheiro, além de superfaturar importações para fazer remessas ao exterior, aponta a Receita Federal

Operação Frígia: Policial Federal e ex-candidato a Prefeito são presos por participação em esquema de extração ilegal de ouro no Sertão pernambucano

Polícia Federal indicia ex-gestores do DER/PE e empresários por organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro desviado de obras da BR 101, em Pernambuco