Dois pesos e duas medidas: bolsonaristas que criticam perseguições de Paulo Câmara a delegada são investigados pelo MPF por perseguição a fiscais que multaram presidente da Embratur

O presidente da Embratur, Gilson Machado Guimarães Neto Foto: Reprodução

Matéria publicada pelo jornal O Globo, de hoje, revela que o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para saber se houve irregularidades na transferência de fiscais do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio ) que atuavam na unidade do órgão que multou o presidente da Embratur,  o dono de uma banda de forró e amigo pessoal de Bolsonaro, Gilson Machado Neto, que é pernambucano.

A investigação foi aberta um dia depois de O GLOBO ter revelado que os fiscais foram transferidos por “decisão institucional” do ICMBio.

Na última quinta-feira, O GLOBO mostrou que dois fiscais que atuavam no escritório do ICMBio na Área de Conservação Ambiental Costa dos Corais (entre os estados de Pernambuco e Alagoas) estavam sendo removidos para outras localidades, apesar de não terem se inscrito no processo interno para transferências, aberto pelo órgão.

Os dois fiscais eram os biólogos Iran Normande e Andrei Tiego Cardoso. Servidores do ICMBio que falaram sob a condição de anonimato disseram que as transferências teriam sido fruto de retaliação a atual administração do ICMBio e do Ministério de Meio Ambiente (MMA), comandado pelo ministro Ricardo Salles .

O escritório em Costa dos Corais foi responsável pela multa a uma pousada de Gilson Machado Neto, em 2016. Segundo a multa aplicada pelos fiscais, o empreendimento do presidente da Embratur que fica dentro da área da Costa dos Corais teria violado determinações do ICMBio e, por isso, colocaria em risco o processo de desova de quelônios nas praias da região. Machado Neto recorreu da multa, e o caso ainda não foi julgado.

A transferência dos fiscais foi a segunda ação direcionada ao comando da unidade da Costa dos Corais desde que o governo do presidente Jair Bolsonaro tomou posse. Em janeiro deste ano, quando Machado Neto ainda era secretário de Ecoturismo do MMA, Iran Normande já havia sido exonerado do cargo de chefia que ocupava na escritório.

A movimentação dos fiscais agora chamou ainda mais a atenção do MPF porque os dois são biólogos com formação em fauna marinha e serão transferidos para locais distantes do mar. Normande vai para Cuiabá (MT), e Cardoso segue para Curitiba (PR).

Na portaria que abre a investigação, a procuradora da República Natália Lourenço Soares deu sete dias para que o presidente do ICMBio, Homero de Giorge Cerqueira, forneça os documentos que fundamentaram a transferência dos fiscais.

A reportagem enviou perguntas ao ICMBio e ao MMA, mas até o fechamento da matéria não houve nenhuma resposta.

O que chama atenção é a postura dúbia dos Bolsonaristas pernambucanos, entre eles o próprio Gilson Machado, que se apresenta como padrinho político da delegada Patricia Domingos, que tem sido alvo de perseguições por parte do governador Paulo Câmara, com rebaixamento de função e abertura de inquéritos, mas que não veem nada demais em perseguir fiscais do ICMBio por, a exemplo de Patricia Domingos, apenas fazerem o seu trabalho e cumprirem a lei.

A mando de Gilson Machado, seu diretor dr Marqueting, Oswaldo Matos, está processando a editora deste Blog, com intuito claramente de nos intimidar e censurar, já que conta com a camaradagem de certos blogs que recebem patrocínios governamentais, o que não é o nosso caso, mas como todos já perceberam, menos Gilson Machado e seu funcionário Oswaldo Matos, não nos intimidamos nem com ameaças nem com processos.

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