Homem forte do PSB, ex-prefeito de Brejão que ameaçou o Blog da Noelia Brito tem condenação por crimes licitatórios confirmada e pode ser preso a qualquer momento


A filha de Sandoval Cadengue, Beta Cadengue, atual prefeita de Brejão, foi processada pelo MPE por propaganda antecipada em favor do então candidato a deputado federal, João Campos, afilhado do pai da prefeita

Conforme o nosso blog noticiou com exclusividade em fevereiro último (veja aqui SANDOVAL CADENGUE, EX-PREFEITO DE BREJÃO E HOMEM FORTE DO PSB, É CONDENADO A MAIS DE 13 ANOS DE PRISÃO EM DOIS PROCESSOS.), o todo-poderoso do PSB, Sandoval Cadengue, havia sido condenado a penas que somadas chegam aos 13 (treze) anos de prisão, em duas ações penais, sendo 08 (oito) anos de detenção no processo 0000350-66.2013.8.17.0330, em razão de acusação da prática de crime previsto no art. 89, caput, da lei 8.666/90 (dispensa de licitação), por duas vezes, e mais uma pena de 05 (cinco) anos de reclusão nos autos do processo 0000031-59.2017.8.17.0330, pela pratica de crime previsto nos artigos 168-A, 337-A e 359-C do C

Sandoval Cadengue é padrinho do deputado federal João Campos, pré-candidato do PSB à sucessão de Geraldo Julio na Prefeitura do Recife e, portanto, era compadre do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já falecido.

As ligações políticas dos Cadengue com a cúpula do PSB são tão estreitas que o Ministério Público Eleitoral em Pernambuco ajuizou ação contra então pré-candidato a deputado federal João Campos, o então pretenso candidato a deputado estadual Victor Querálvares, mais conhecido como Aglaílson Victor, e contra a prefeita do município de Brejão, no Agreste pernambucano, Elisabeth Barros de Santana, conhecida como Beta Cadengue, filha do padrinho de João Campos, Sandoval Cadengue. Eles foram acusados de realizar propaganda eleitoral antecipada e de cometer conduta vedada a agentes públicos. O autor da representação é o procurador regional eleitoral substituto, Wellington Cabral Saraiva.

De acordo com o processo, João Campos e Aglaílson Victor, com o apoio de Beta Cadengue, anteciparam o início de suas campanhas eleitorais durante evento intitulado “Cavalgada de São João”, que aconteceu em 24 de junho. Durante o encontro, que consistiu em uma cavalgada com saída da zona rural de Brejão com destino à zona urbana, foram distribuídas camisas uniformizadas com os nomes dos pré-candidatos e bonés.

Após a cavalgada, foi servida feijoada e realizado show de forró na Quadra Poliesportiva Genival Cadengue de Santana, pertencente ao município, com a conivência da prefeita de Brejão. “Esse gênero de iniciativa lamentavelmente vem se tornando comum nos anos eleitorais, oportunidade em que pré-candidatos, sobretudo aqueles que possuem capacidade econômica e política, apelam a toda sorte de expediente para atrair a atenção de eleitoras e eleitores, com o objetivo inegável de cooptar-lhes os votos”, ressaltou o procurador regional eleitoral substituto.

No que concerne à condenação de Sandoval Cadengue, após ouvir eapecialistas da área penal, nosso Blog noticiou que o pessebista havia perdido o prazo para apelação no processo 0000350-66.2013.8.17.0330 e que o recurso do réu não fora conhecido pelo juízo, que sacramentou o trânsito em julgado da condenação, mas o advogado do ex-prefeito ingressou com um Recurso em Sentido Estrito de nº 0000483-21.2019.8.17.0000 e, conforme previsto pelos especialistas consultados pelo Blog, o recurso foi julgado pela 1ª Câmara Regional de Caruaru - 2ª Turma, tendo sido negado provimento ao mesmo por unanimidade.

Em razão de nossa matéria, que tinha cunho meramente informativo e de interesse público evidente, o "capa preta" do PSB enviou um e-mail e divulgou em suas redes sociais mensagem altamente ofensiva e ameaçadora contra nossa Editora, a procuradora Noelia Brito, no claro intuito de intimidar nosso trabalho de fiscalização da gestão pública e de combate à corrupção, o que é direito de todo cidadão e dever de todas as autoridades públicas, comprovando o viés autoritário desse núcleo de poder que manda em Pernambuco. Mas conforme visto, com a rejeição do recurso da defesa de Cadengue os prognósticos de nossos consultores se nostraram corretos e técnicos, contrariando as acusações e aleivosias lançadas pelo condenado contra nossa Editora.

Dessa forma, a condenação criminal nos autos da ação penal nº 0000350-66.2013.8.17.0330, no qual o réu foi sancionado à 08 (oito) anos de detenção, deverá ser cumprida na colônia penal agrícola, em Canhotinho/PE, inicialmente em regime semiaberto.

Todavia, caso o TJPE não dê provimento à apelação interposta na ação penal nº 0000031-59.2017.8.17.0330, dessa vez apresentada dentro do prazo, e seja mantida a condenação de 05 (cinco) anos de reclusão desse outro processo, com a unificação das penas o réu deverá passar a cumprir as reprimendas penais que somam 13 (treze) anos de prisão, inicialmente em regime FECHADO.

Um especialista da área criminal ouvido confirmou ao Blog da Noelia Brito que nenhum recurso a ser apresentado pelo réu é dotado de efeito suspensivo, e que por esse motivo é iminente expedição da ordem de prisão de Sandoval Cadengue, a qual pode vir a ser executada a qualquer momento.

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