Maior acionista da OI vê ações despencarem e diz temer futuro da companhia. Empresa de telefonia é pivô de crise bilionária no governo de Pernambuco


A gestora de investimentos GoldenTree Asset Management, maior acionista da Oi, com 14,57% de participação, acaba de divulgar comunicado ao mercado e à imprensa manifestando preocupação com as finanças da operadora em razão da queda brutal nos valores das ações da companhia. O temor de maiores prejuizos fez a acionista pedir a saída do presidente executivo, Eurico Teles, que é advogado por formação.




No comunicado, a GoldenTree afirma que "O conselho deve nomear um CEO (presidente executivo) que possa implementar a reestruturação operacional e buscar as oportunidades de valor agregado descritas pela empresa no seu recém-lançado plano estratégico".

A insatisfação da maior acionista da OI veio a público após a divulgação do balanço da telefônica, referente ao segundo trimestre, quando foi revelado que o prejuízo da operadora subiu 24%, para R$ 1,6 bilhão, enquanto o dinheiro disponível em caixa recuou 17,4%, para R$ 4,3 bilhões.

A GoldenTree disse temer o futuro da companhia que estaria "seriamente ameaçado" por causa de más tomadas de decisões, resultados financeiro e operacional decepcionantes, e incapacidade de melhorar a governança corporativa. "Acreditamos que esses problemas sérios podem ser resolvidos, mas isso exigirá que a diretoria aja imediatamente antes que o dano à Oi se torne irreversível", afirmou.

 Matéria do Estadão, na semana passada, revelou que a piora nos números da Oi, levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a avisar o governo que poderia até intervir na operadora. O diagnóstico da situação da tele, apresentado à Anatel, indicou que o dinheiro em caixa chegou ao "mínimo necessário" e há previsão de que os recursos terminem em fevereiro se nada for feito.

A GoldenTree era uma das maiores credoras da Oi e se tornou um dos principais acionistas após a transformação da dívida em ações, conforme previa o plano de recuperação judicial aprovado no fim de 2017. Na sequência, a gestora participou ainda do aumento de capital de R$ 4 bilhões, no início de 2019.

A situação financeira da OI traz preocupação aos contribuintes pernambucanos já que após uma denúncia "anônima" ter sido protocolada no TCE/PE para atrapalhar a homologação do resultado da licitação do Pernambuco Conectado II, vencido pela Claro/Embratel e da deserção de uma chamada pública para atender ao lote 1 da licitação, o governo de Pernambuco insite em recontratar a OI, desta feita sem licitação e em caŕáter emergencial e com preços considerados com sobrepreço com relação à licitação anterior, atrapalhada pela denúncia "anônima"

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