Conselheiro do TCE/RJ, ligado ao MDB, é o mandante do assassinato de Marielle, revela inquérito da Policia Federal. O motivo seria vingança contra Freixo por perda do foro privilegiado

Conselheiro do TCE/RJ e ex-deputado, Brazão é aliado e cúmplice de corruptos do MDB do Rio de Janeiro

A Revista Veja acaba de publicar matéria assinada por Leandro Resende em que revela que o principal suspeito pelo assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e de seu motorista, Anderson, de acordo com um relatório da Polícia Federal a que a revista teve acesso, é o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão. Ele teria encomendado a morte de Marielle para se vingar do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, muito amigo da vereadora.

Segundo essa linha de apuração, diz a Veja, Brazão, que era do MDB, agiu em prol de políticos de seu partido prejudicados pelo fato de Freixo ter conseguido na Justiça lhes tirar o foro especial. O inquérito da PF, que a Polícia Civil afirma nunca ter visto, também cita Brazão como “o principal suspeito de ser o autor intelectual do crime”, mas não descarta outras possibilidades. A VEJA, o conselheiro do TCE diz: “Não tenho nada a ver com isso. Não sei a quem interessa insistir nesse absurdo”. A iniciativa de investigar a morosidade da polícia fluminese veio da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de saída do posto na terça-feira 17. Nos últimos tempos, Dodge vinha se empenhando para retirar das autoridades fluminenses o caso pelo qual todos brigam, mas que ninguém consegue resolver.

A descoberta do envolvimento de Brazão no assassinato de Marielle se deu em inquérito da PF instaurado por ordem de Raquel Dodge para investigar prevaricação da Polícia do Rio na apuração sobre o mandante dos crimes.


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