Dodge exclui irmão de Toffoli e Rodrigo Maia da delação de Leo Pinheiro e causa pedido de demissão em massa de procuradores da Lava Jato dos Tribunais Superiores



Procuradores do grupo de trabalho da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR) responsáveis pela Operação junto aos Tribunais Superiores formalizou um pedido de demissão coletiva em protesto contra a procuradora-geral Raquel Dodge na noite desta quarta-feira.

O GT da Lava-Jato na PGR, formado por Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira enviaram mensagem a grupos coletivos de trabalho das Forças Tarefas da Operação no Rio de Janeiro e em Curitiba, comunicando o pesido de demissão e alegando "grave incompatibilidade" com uma manifestação enviada por Dodge ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite da última terça-feira, que segundo o Globo apurou teria relação com manifestação de Dodge sobre a delação premiada do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

Dodge enviou a delação de Léo Pinheiro na terça-feira pedindo para homologar o acordo. A insatisfação, porém, se deveu ao fato de que a procuradora-geral pediu para arquivar preliminarmente trechos da delação que envolviam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ex-prefeito de Marília (SP) José Ticiano Dias Toffoli, irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli. Ainda segundo o Globo, Maia e Toffoli estariam fazendo lobby em defesa da manutenção de Dodge no cargo de Procuradora Geral da República, junto a Bolsonaro.

Na proposta de delação, Léo Pinheiro diz ter feito doações oficiais e repasses via caixa dois a Maia em troca da defesa de interesses da OAS no Congresso. Já no anexo em que cita o ex-prefeito de Marília, Pinheiro o acusa de ter recebido caixa dois e propina.

Leia a íntegra do comunicado :

"Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje. Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.

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