Dodge também teria arquivado anexos citando presidente do TCU, José Múcio e Corregedor do CNJ, Humerto Martis, da delação de Leo Pinheiro, diz o Antagonista


O Antagonista apurou que, dos mais de 100 anexos da delação premiada de Léo Pinheiro, a procuradora-geral Raquel Dodge determinou o arquivamento sumário de cinco deles – todos muito bem fundamentados.

Além de Rodrigo Maia e do irmão de Dias Toffoli, teriam sido citados ministros do STJ e do TCU.

Em janeiro, a Folha publicou que um dos delatados pelo ex-presidente da OAS seria o ministro Humberto Martins, atual corregedor-geral do CNJ. Ele teria recebido R$ 1 milhão, por meio do escritório do filho Eduardo Martins.

No caso do TCU, um dos ministros citados seria José Múcio, atual presidente da Corte. Em nota, ele negou qualquer benefício. E ressaltou que votou contra o interesse da OAS no processo que avaliava sua participação nos leilões dos aeroportos do Galeão e de Confins.

Na última quarta-feira, seis procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato apresentaram demissão coletiva por discordarem da decisão de Dodge sobre o arquivamento dessas acusações, antes da apreciação do ministro Edson Fachin.

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