Ódio de Bolsonaro pela PF, a quem chamou de "babaca" decorre de investigação contra amigo deputado escolhido pra disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro



A Coluna Radar da Veja acaba de revelar que a vociferação de Bolsonaro contra a Polícia Federal, a ponto de chamar os policiais federais de "babacas", seria reação a uma investigação da Polícia Federal do Rio de Janeiro contra Hélio Negão, o deputado amigo de Jair Bolsonaro, a quem ele já escolheu para ser seu candidato à sucessão de Marcelo Crivela.

Bolsonaro exigiu a cabeça do superintendente da PF no RJ, Ricardo Saad, mas Valeixo não concordou e acabou virando também alvo do presidente que acusou estagnação na PF e necessidade de arejar a instituição. Por arejar entenda-se a colocação de delegados alinhados politicamente com Bolsonaro e que estejam dispostos a fazer o que Bolsonaro mandar  nem que isso implique em prevaricação. 

Mas é bom ficar atento quem achar que vai acobertar e viver feliz para sempre. É que impunidade é coisa que dura o tempo que o malfeitor ficar no poder. Exemplo disso é a denúncia promovida pelo Gaeco do Ministério Público da Paraíba, contra o irmão do ex-prefeito de João Pessoa e ex-Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, juntamente com ex-secretários de Estado, delegados e até um ex-procurador Geral do Estado e um ex-o secretário de Defesa Social da Paraíba, que deram sumiço em provas da apreensão e pagamento de propina, por um advogado de Pernambuco, para algumas dessas autoridades. Tão logo viraram "ex", veio a rebordosa. Como não existe poder eterno no plano terreno, a rebordosa pode até demorar, mas un dia chega.

Mas voltando a Bolsonaro, diz o colunista da Radar que há 12 dias, o presidente teria sido visto esbravejando no portão do Palácio da Alvorada referindo-se a uma bomba que estaria “para estourar” em “uma pessoa importante que está do meu lado”. A pessoa alvo do que Bolsonaro chamou de fake news seria justamente o deputado Helio Negão e por supostos delitos cometidos há 15 anos. Helio Negão teria se queixado ao amigo presidente que assim resolveu enquadrar a Policia Federal.

Na PF, afirma o colunista, fala-se que uma ala da polícia mirou em Negão justamente para queimar Saadi no Planalto. O tiro, no entanto, atingiu o diretor Maurício Valeixo.

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